O atual governador do Piauí, Rafael Fonteles (PT), aparece entre os principais nomes na disputa pelo governo do estado do Piauí nas eleições de 2026, segundo levantamento divulgado pelo Datafolha, em agosto.
O petista surge em primeiro lugar nas intenções de voto, somando 56%. O segundo colocado, Joel Rodrigues (PP), tem 21%.
Em 16 de agosto, data que marcou o início da campanha eleitoral, ele divulgou uma foto nas redes sociais. "No dia 4 de outubro, conto com seu voto no 1️⃣3️⃣⭐️ para continuarmos o governo que fará o Piauí seguir em frente", escreveu na legenda.
Início da carreira
Natural de Teresina, no Piauí, Rafael Tajra Fonteles nasceu em 6 de maio de 1985. Formado em matemática, também é mestre em Economia Matemática pelo Instituto de Matemática Pura e Aplicada (IMPA).
O candidato, inclusive, já recebeu prêmios no exterior nas Olimpíadas de Química, Física e Matemática. Antes de ingressar na política, também atuou como professor e empresário.
A vida política
Em 2015, Fonteles se tornou Secretário de Fazenda do estado, coordenando o PRO Piauí, além de presidir o Comitê Nacional dos Secretários de Fazenda dos Estados e do Distrito Federal (Comsefaz), por dois mandatos (2019 e 2022).
Em 2022, ele concorreu pela primeira vez às eleições, ao cargo de governador, sendo eleito ainda no primeiro turno, por 1.115.139 votos (57,17%). O segundo colocado, Silvio Mendes (União Brasil), terminou com 811.806 votos (41,62%).
Em 2024, Rafael Fonteles também foi escolhido como Presidente do Consórcio Interestadual de Desenvolvimento Sustentável do Nordeste (Consórcio Nordeste).
As principais pautas do petista visam desenvolvimento econômico, inovação nos serviços públicos e inclusão social. Em 2026, ele busca a reeleição ao cargo.
Posicionamentos e polêmicas
O governo de Rafael Fonteles (PT) no Piauí enfrentou polêmicas envolvendo peças publicitárias e investigações de contratos públicos.
No primeiro caso, em 2025, o governo do Piauí divulgou uma campanha para promover o sistema de rastreamento de celulares roubados. O vídeo mostrava um homem branco sendo furtado por dois jovens negros. A peça gerou fortes críticas por supostamente reforçar estereótipos racistas e o governo acabou apagando o material.
O Ministério Público Federal (MPF) abriu, no mesmo ano, um inquérito para investigar suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro e improbidade administrativa em contratos de cerca de R$ 8 milhões firmados pelo governo estadual.
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