O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e o grupo que o apoia na corte, mesmo com ressalvas, aproveitou esta sexta-feira (11) para apresentar pedidos complementares pelo levantamento completo do sigilo do Caso Master.
O primeiro pedido partiu de Moraes, logo pela manhã, após os primeiros documentos do Caso Master virem a público. Em seguida foi a vez de Cristiano Zanin seguir o mesmo roteiro.
Os pedidos de Moraes e Zanin foram complementados pela PGR e depois por Gilmar Mendes, que pediu o julgamento conjunto da ação que trata da proximidade de Alexandre de Moraes com Daniel Vorcaro e daquela que contém as acusações de parcialidade contra André Mendonça.
Para Gilmar, "antes de qualquer julgamento, devem ser reunidos e ordenados feitos conexos, bem como concluídas as providências instrutórias reputadas necessárias".
Os efeitos
Mendonça já se manifestou sobre os pedidos dos outros ministros e da PGR. Disse que parte do material solicitado está sendo analisado pela Polícia Federal, o que o impossibilitaria de liberar qualquer prova ou trecho de investigação do Caso Master.
A busca do grupo pró-Moraes pelo fim completo do sigilo do Caso Master pretende encurralar André Mendonça, pois os documentos sem sigilo divulgados até agora mostram que aliados de Mendonça também estão enrascados por conta de Vorcaro.
Após a pressão, Mendonça retirou o sigilo de mais documentos do Caso Master. As novas informações, que ainda serão públicas, envolvem Flávio Bolsonaro, o filme Dark Horse, o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro, o senador Jaques Wagner e Ciro Nogueira.
Flávio é apontado como elo para garantir o financiamento de Vorcaro a Dark Horse. Castro é investigado por conta dos aportes bilionários feitos pelo estado fluminense no Master.
Jaques Wagner é investigado pela PF por suas relações com Augusto Lima, ex-presidente do Master. Ciro Nogueira está na mira da PF porque teve viagens e outros mimos pagos por Vorcaro.

