A confiança do empresário industrial está abalada para a maioria dos setores, segundo o Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI), analisado pela Confederação Nacional de Indústria (CNI). Em fevereiro, o indicador apresentou resultados predominantemente negativos.
O setor de biocombustíveis foi o que registrou menor confiança, com 40,3 pontos. Por sua vez, a área de indústrias farmoquímicas e farmacêuticas apresentou o melhor dado do estudo, de 57,8 pontos.
Vale lembrar que o ICEI varia de 0 a 100 pontos. Valores acima de 50 pontos indicam confiança do empresário e quanto mais acima de 50 pontos, maior e mais disseminada é a confiança. Valores abaixo de 50 pontos indicam falta de confiança do empresário.
O levantamento mostra ainda que, entre os setores industriais, oito dos 29 analisados se mostraram confiantes em fevereiro, em comparação a janeiro, quando haviam nove setores otimistas. Por outro lado, houve queda da confiança em 16 deles.
Por porte de empresa, a confiança se manteve abaixo dos 50 pontos em todos os casos, mas as companhias de pequeno e grande porte registraram variação negativa, enquanto as de médio porte mostraram aumento da confiança na indústria.
Setores mais e menos confiantes
Os empresários de alguns setores específicos da indústria apresentam maior otimismo, em especial relacionados à saúde, moda e extrativismo. São eles:
- Farmoquímicos e farmacêuticos – 57,8 pontos;
- Impressão e reprodução – 52,6 pontos;
- Extração de minerais não-metálicos – 51,8 pontos;
- Calçados e suas partes – 51,5 pontos.
Em relação aos setores com menor confiança no mês de fevereiro, o ICEI mostra que predominam áreas relacionadas a combustíveis, minerais e meio ambiente. Confira:
- Biocombustíveis – 40,3 pontos;
- Madeira – 43,3 pontos;
- Couros e artefatos de couro – 44,0 pontos;
- Produtos de minerais não-metálicos – 45,9 pontos.
Veja a tabela completa dos 29 setores analisados:
SETORES fev/25 jan/26 fev/26 Indústria extrativa55,455,953,9 Extração de minerais não metálicos50,851,851,8 Indústria da construção49,248,648,6 Construção de edifícios49,248,948,7 Obras de infraestrutura48,347,949,2 Serviços especializados para a construção49,548,049,2 Indústria de transformação49,048,848,6 Alimentos49,650,750,3 Bebidas52,053,151,1 Têxteis49,348,047,2 Vestuário e acessórios44,345,546,9 Couros e artefatos de couro51,144,944,0 Calçados e suas partes51,550,351,5 Madeira46,746,543,3 Celulose e papel48,445,046,9 Impressão e reprodução50,753,452,6 Biocombustíveis50,246,140,3 Produtos químicos (exceto perfumaria, limpeza etc.)50,449,848,0 Perfumaria, limpeza e higiene pessoal49,752,649,7 Farmoquímicos e farmacêuticos54,452,457,8 Produtos de borracha46,347,747,3 Produtos de material plástico47,747,748,0 Produtos de minerais não-metálicos43,947,945,9 Metalurgia48,043,746,0 Produtos de metal45,848,649,3 Equip. de informática, eletrônicos e ópticos49,051,750,4 Máquinas e materiais elétricos48,747,748,2 Máquinas e equipamentos48,743,145,9 Veículos automotores51,047,048,7 Móveis48,846,645,9 Produtos diversos49,948,850,0 Manutenção e reparação50,250,250,9Região Norte mostrou mais confiança neste mês
No recorte regional, a confiança avançou em três das cinco regiões do país. A região Norte apresentou alta de 1,6 ponto e mostrou um cenário de confiança, com 50,3 pontos no mês.
Apesar de registrar queda, o Nordeste (53,1 pontos), que ainda segue como a região mais confiante, seguido do Centro-Oeste (52,1 pontos), que registrou segundo aumento seguido da confiança.
Porém, as regiões Sudeste (46,8 pontos) e Sul (47,2 pontos) permaneceram abaixo da linha divisória, indicando falta de confiança.

