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Economia

Banco Master: alertas desde 2020 e reação tardia

Para sustentar o modelo, o banco passou a assumir exposições crescentes

Banco Master: alertas desde 2020 e reação tardia

Os sinais estavam ali havia tempo. Indícios de irregularidades no Banco Master já eram identificados desde 2020, muito antes de o tema ganhar dimensão institucional e política. Ainda assim, o caso seguiu seu curso quase inercial, até que, somente em 2025, a crise se impôs de forma definitiva, com efeitos penais, financeiros e reputacionais difíceis de conter.

Controlado pelo banqueiro Daniel Vorcaro, o Banco Master experimentou um crescimento acelerado ao oferecer Certificados de Depósito Bancário (CDBs) com rentabilidade muito acima da média do mercado. A estratégia atraiu investidores em busca de retorno elevado, mas também impôs uma lógica de risco que se mostrou insustentável.

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Para sustentar o modelo, o banco passou a assumir exposições crescentes e a estruturar operações que inflavam artificialmente o balanço, enquanto a liquidez efetiva, o dinheiro disponível para honrar resgates, se deteriorava de forma silenciosa. O que parecia expansão era, na prática, um adiamento do problema.

2023 E 2024

Entre 2023 e 2024, o banco teria desviado cerca de R$ 11,5 bilhões por meio de operações de triangulação. No fim, o caso Banco Master expõe mais do que um banco em crise. Revela os custos de ignorar alertas precoces.