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Economia

Will Bank: o que acontece com os clientes após liquidação?

Pessoas afetadas passam a depender de regras legais para recuperar saldos e investimentos

Will Bank: o que acontece com os clientes após liquidação?

O Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Will Bank nesta quarta-feira (21), o que interrompe imediatamente as operações da instituição e afeta milhões de clientes. Quem mantém saldo em conta digital ou aplicações protegidas pelo Fundo Garantidor de Créditos poderá receber os valores dentro do limite estabelecido em lei, após a abertura do processo formal.

Com a medida, todos os bens do banco ficam congelados e os recursos dos clientes tornam-se temporariamente indisponíveis. Isso inclui dinheiro em conta corrente, poupança e investimentos como CDBs, RDBs, LCIs, LCAs, LCDs e LHs. Segundo o UOL Notícias, o Will Bank somava cerca de R$ 6,5 bilhões aplicados em CDBs e já chegou a ultrapassar a marca de 10 milhões de clientes, número que caiu após a liquidação do Banco Master, antigo controlador da instituição.

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O foco inicial do processo é garantir o ressarcimento dos correntistas e investidores amparados pelo FGC. O fundo é acionado automaticamente a partir da decretação da liquidação e assegura a devolução de até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, considerando cada instituição financeira.

Como funciona a garantia do FGC?

O valor a ser pago inclui o montante investido e os rendimentos acumulados até a data da liquidação. Caso o saldo ultrapasse o teto de R$ 250 mil, a diferença permanece registrada como crédito remanescente no banco e poderá ser paga apenas se houver recursos após a venda de ativos.

Os rendimentos deixam de ser contabilizados a partir do dia da liquidação. Além disso, o imposto devido sobre os ganhos será descontado no momento do pagamento, seja pelo banco sob liquidação ou pela corretora responsável pelo investimento.

Para receber a garantia, o cliente precisa se manifestar. O liquidante envia ao FGC a relação de credores e, após a liberação do sistema, pessoas físicas devem solicitar o pagamento pelo aplicativo do fundo. Empresas fazem o pedido pelo site oficial. Depois do cadastro, é necessário assinar digitalmente um termo de confirmação. Concluída essa etapa e estando os dados corretos, o pagamento ocorre em até 48 horas úteis. Embora não exista prazo fixo para o início dos depósitos, a média histórica é de cerca de 30 dias, com atualização pela Taxa Referencial.

O FGC alerta que não autoriza intermediários e não reconhece propostas de “negociação” nem a cobrança de taxas para liberação dos valores.

Dívidas, Pix e continuidade das cobranças

A liquidação altera a administração do Will Bank, que passa a ser conduzido por um liquidante nomeado pelo Banco Central. Mesmo assim, contratos firmados anteriormente seguem válidos. Empréstimos, financiamentos e faturas de cartão de crédito continuam sendo cobrados.

No caso do crédito consignado, os descontos em folha permanecem normalmente, com repasse ao banco em liquidação. Para outras modalidades, o liquidante enviará boletos ou orientações oficiais de pagamento.

As chaves Pix vinculadas ao Will Bank perdem a validade de forma imediata, já que a instituição foi retirada do Sistema de Pagamentos Instantâneos. Transferências por esse meio deixam de ser possíveis.

Venda de ativos para pagar credores

Durante o processo, o Banco Central buscará levantar recursos para quitar obrigações que não estejam cobertas pelo FGC. O liquidante irá identificar quais ativos do Will Bank podem ser vendidos e conduzir negociações no mercado com empresas interessadas. O valor arrecadado servirá para pagar credores que excederem o limite da garantia ou que não estejam protegidos pelo fundo.

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