Os juros futuros abriram a sessão desta sexta-feira (2), primeira de 2026, com fôlego baixo em linha com a queda dos Treasuries (títulos de dívida pública dos Estados Unidos) e agenda esvaziada. As informações são do InfoMoney.
Por volta das 10h, o DI para janeiro de 2025 caía a 13,755%, enquanto o DI para janeiro de 2029 recuava a 13,100%, e o DI para janeiro de 2031 tinha queda de 13,345%.
O movimento também vai em linha com a queda do dólar em meio ao apetite mundial por risco. Os investidores ainda reagem à ata do Federal Reserve sobre os próximos passos para a política monetária dos EUA. Às 10h30, a moeda caía 0,90% cotada a R$ 5,438.
Entre os fatores que puxam a queda dos juros estão o resultados dos índices de gerentes de compras (PMIs) da indústria da Europa e dos EUA.
No cenário doméstico, a China anunciou novas tarifas sobre as exportações de carne bovina brasileira. O mercado também digere os possíveis impactos da ampliação da faixa isenta do Imposto de Renda (IR). O reajuste do salário mínimo de 6,79%, subindo de R$ 1.518 para R$ 1.621, segue no foco dos investidores.
A prisão do ex-assessor do ex-presidente Jair Bolsonaro, Filipe Martins, deve movimentar o cenário político e manter o fôlego baixo dos juros futuros em meio a incertezas. Vale lembrar que 2026 é um ano eleitoral.
No lado do Orçamento 2026, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou o texto, com 26 vetos a trechos aprovados pelo Congresso Nacional, como a correção do Fundo Partidário.

