No Brasil, a principal extratora e distribuidora de petróleo — e consequentemente os combustíveis fósseis — é a Petrobras. Uma prática econômica interfere no preço desses produtos: o preço de paridade de importação (PPI).
Segundo o Valor Econômico, o PPI representa os custos totais para internalizar um produto. Ou seja, é o valor calculado pela venda do petróleo bruto mais os custos até chegar aos postos de gasolina como derivado. Essas despesas logísticas incluem frete marítimo, transporte rodoviário e até mesmo taxas portuárias.
Na prática, o PPI garante que o petróleo extraído no Brasil seja competitivo na venda, em paridade com valores internacionais.
Contudo, isso implica no aumento do preço dos combustíveis para consumidores brasileiros caso haja desvalorização do real frente ao dólar ou alta no preço do barril de petróleo. Isso acontece porque o Brasil é um grande exportador do produto bruto, mas não é forte na distribuição de derivados pelo país.

