O horário de verão costuma gerar muitas perguntas no final do ano. Mas qual é a sua função, como surgiu e de que forma impacta a rotina dos brasileiros?
Segundo a Secretaria de Comunicação Social, o horário de verão foi concebido para reduzir o consumo de energia elétrica, aproveitando melhor a luz natural ao adiantar os relógios em uma hora. Essa estratégia buscava diminuir a demanda no início da noite, quando a iluminação artificial representava grande parte do gasto de energia.
A origem
A ideia de ajustar o relógio não é nova. Conforme informações do Ministério de Minas e Energia (MME), Benjamin Franklin propôs, no século XVIII, que acordar mais cedo durante alguns meses do ano poderia economizar velas, já que o sol nascia antes das pessoas se levantarem. A proposta ganhou força durante a Primeira Guerra Mundial, quando países europeus como Alemanha e Reino Unido adotaram a medida para economizar energia.
No Brasil, a prática foi instituída em 1931, no Governo de Getúlio Vargas, e passou por alterações ao longo do tempo. O horário oficial ocorria de novembro a fevereiro e valia apenas para os estados das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, que têm maior diferença de luminosidade entre o verão e o inverno.
Por que ele perdeu efeito?
Estudos realizados em 2019 mostraram que o horário de verão deixou de gerar economia de energia. Com o aumento do uso de aparelhos de refrigeração e mudanças nos hábitos da população, o pico de consumo passou para a tarde, e não mais para o início da noite, tornando a medida menos eficiente.
O Decreto nº 9.772, de 2019, revogou oficialmente a prática no Brasil. Desde então, o Governo apenas monitora a política por meio do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE), considerando fatores como segurança energética e mudanças climáticas.
O que pode mudar em 2026?
O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, afirmou que não há necessidade de retomar o horário de verão neste momento. “Chegamos à conclusão que, graças ao planejamento e ao índice pluvial dos últimos anos, estamos em condição de segurança energética completa e absoluta para este ano”, disse, em entrevista reproduzida pelo portal Bora Investir.
O Governo aposta no uso de energias renováveis e em tecnologias de armazenamento, como baterias que guardam energia solar e eólica, garantindo maior estabilidade ao sistema elétrico. A política de horário de verão continua sendo avaliada periodicamente e qualquer mudança dependerá do cenário energético e climático do país.
Mesmo que a medida não esteja prevista para 2026, o ministro reforça que o Governo estaria pronto para adotá-la se fosse necessário, garantindo energia suficiente para toda a população.

