Em 4 de outubro de 2026, o Brasil volta às urnas para escolher presidente da República, governadores, senadores, deputados federais, estaduais e distritais. As eleições definirão o rumo do país pelos próximos quatro anos.
A Constituição Federal de 1988 estipula, em seu capítulo IV, que trata dos direitos políticos, que pessoas maiores de 18 e 70 anos de idade devem votar obrigatoriamente. O voto é facultativo para as pessoas analfabetas, jovens de 16 e 17 anos e maiores de 70 anos.
Nesses casos, não será necessário justificar a ausência às urnas, pois não há qualquer tipo de penalização pelo não comparecimento.
Âmbito Federal
Na escala federal, eleitores votarão para presidente e vice-presidente da República, além de 513 deputados federais e 27 senadores, um por estado, além Distrito Federal.
O Senado tem mandatos de oito anos, e a renovação ocorre alternadamente: em 2026, apenas um terço das cadeiras (27 das 81) serão disputadas.
Nos estados e no Distrito Federal, estarão em disputa os cargos de governador e vice-governador, além dos deputados estaduais e distritais que compõem as Assembleias Legislativas e a Câmara Legislativa do DF.
Renovação partidária
Em 2026, as eleições serão as segundas com vigência plena das federações partidárias, formato criado para permitir alianças duradouras entre siglas com afinidade ideológica.
Além disso, a disputa também ocorrerá sob as regras do fim das coligações proporcionais, o que mantém a votação e a contagem dos votos por partido ou federação, e não por alianças temporárias.
De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o calendário oficial das eleições de 2026 será divulgado no início de 2026. A expectativa é que as convenções partidárias ocorram entre julho e agosto, e o segundo turno, se houver, seja realizado em 25 de outubro.
Os eleitos tomarão posse em 1º de janeiro de 2027, no caso de presidente, vice e governadores, e em 1º de fevereiro, para deputados e senadores.

