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Justiça

Transferência do caso Master para o STF não impactou nas investigações, diz diretor-geral da PF

A decisão do ministro Dias Toffoli não atrapalhou o avanço da polícia

Transferência do caso Master para o STF não impactou nas investigações, diz diretor-geral da PF

Os documentos do caso Banco Master enviados ao Supremo Tribunal Federal (STF) no início deste mês não atrapalharam as investigações da Polícia Federal, afirmou o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, em entrevista à jornalistas nesta segunda-feira (15).

Ele indicou que o lapso temporal curtíssimo da decisão do ministro Dias Toffoli e a mudança das medidas não prejudicou o avanço da PF e, agora, as investigações já estão devidamente autorizadas pelo foro competente. As informações são do Valor Econômico.

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Toffoli havia estabelecido que as decisões da primeira instância e do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) deveriam passar por sua aprovação. No entanto, a medida foi revogada pouco tempo depois.

Um dos problemas em transferir decisões ou investigações entre tribunais e a polícia é o andamento da pauta, que pode ser adiada diversas vezes. Além disso, provas consideradas pelo STF, por exemplo, podem não ser as mesmas da PF.

“Temos tido uma cautela muito grande em todas as nossas investigações, para evitar nulidades. A qualquer indício de investigado com prerrogativa de foro, suspendemos a investigação e enviamos ao foro competente”, declarou Rodrigues.

Relembre o caso Banco Master

O Banco Master é investigado por uma fraude estimada em R$ 12 bilhões realizada por meio de vendas de títulos financeiros e cartas de crédito sem lastro, além de pedidos de aumento de capital sem fundamento com o lucro das empresas.

O caso tomou forte repercussão após a tentativa de aquisição do Master pelo Banco de Brasília (BRB), uma estatal, a fim de cobrir uma possível falência do banco privado.

A investigação do Banco Central (BC) em relação a fraude do Banco Master e ao banqueiro Daniel Vorcaro começou ainda no ano passado. As suspeitas levaram à prisão do presidente do banco em novembro.

O BC realizou a liquidação extrajudicial da instituição financeira investigada e os clientes devem ser ressarcidos pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC).

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