No mapa da ideologia sul-americana, o Chile viverá tempos de comando da direita no país. E isso equilibra o mapa ideológico na América do Sul. Segundo o Brasilianista, no último domingo (14), após comando de Gabriel Boric de esquerda, José Antonio Kast, de direita ganhou as eleições com mais de 58% dos votos.
Jeanette Jara, candidata de esquerda no país, reconheceu a derrota e parabenizou Kast pela vitória. Foram 15,6 milhões de cidadãos.
Com a vitória o jogo está equilibrado. Dos 12 países sul americanos 6 estão sobre o regime da direita.
Esquerda x Direita nos países
As eleições no Chile foram decisivas, pois segundo o G1, a vitória de Rodrigo Paz na Bolívia em outubro de 2025, colocou o cenário da ideologia na ponta do equilíbrio ideológico.
A Bolívia viveu quase 20 anos na influência esquerdista e passou a ter a partir de novembro de 2025 um regime de direita integrado por Paz. Tudo isso numa crise econômica e à alta da inflação no país. O Uruguai passou por eleições presidenciais também o que definiu um governo de esquerda comandado por Yamandú Orsi, que assumiu em março de 2025.
Historicamente, a América do Sul alterna entre períodos de governos de esquerda e direita. No início do século XXI, a “onda rosa”, levou líderes progressistas ao poder com o “boom” das commodities no mundo. Com o aumento das receitas, alguns governos investiram em políticas sociais e programas de redistribuição de renda.
Nos últimos anos, sete países da América do Sul foram governados por líderes de esquerda e cinco pela direita, após mudanças no panorama político desde 2015. Mas a instabilidade política, a desigualdade econômica e a pobreza são apontadas como fatores que alimentam a desconfiança nas instituições. A Bolívia, por exemplo, encerrou um ciclo de quase 20 anos de governos de esquerda.
Entre os fatores que contribuíram para a mudança estão o desgaste da esquerda, a crise econômica, a ruptura interna entre Morales e Arce e o desencanto da população com a gestão econômica. O G1 explica que o país enfrenta desafios econômicos e sociais, incorporando a alta inflação, escassez de dólares e dependência de commodities.
No caso do Chile, segundo a Agência Internacional EFE, diz que desde o retorno da democracia chilena a conquista de José Antonio Kast é a segunda maior vitória depois do das eleições entre a ex-presidente progressista, Michelle Bachelet, que ganhou da conservadora, Evelyn Matthei em 2013.
Desde a redemocratização, apenas outro presidente de direita chegou ao Palácio de La Moneda: Sebastián Piñera, que governou entre 2010 e 2014 e novamente de 2018 a 2022.
No Brasil…
No Brasil as últimas pesquisas mostram uma oscilação entre a direita e à esquerda. Há pouco menos de um ano das eleições presidenciais. O Brasilianista mostra que a desaprovação ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chegou a 50,7%, enquanto a aprovação ficou em 48,6%.
Foram testados alguns cenários de segundo turno para 2026, nele há empate técnico entre Lula e nomes ligados à direita, como Jair Bolsonaro, Michelle Bolsonaro e Tarcísio de Freitas. Em todas as simulações, os percentuais atribuídos aos candidatos permanecem dentro da margem de erro, sem vantagem estatisticamente consolidada para nenhum dos lados.

