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Economia

Pesquisa mostra que o uso da inteligência artificial reflete a desigualdade do país

A ferramenta generativa é mais utilizada pela elite brasileira

Pesquisa mostra que o uso da inteligência artificial reflete a desigualdade do país

Nesta terça-feira (09), o Comitê Gestor de Internet do Brasil (CGI.br) divulgou os resultados da pesquisa TIC Domicílios 2025. Entre os dados levantados, o estudo mostra como o acesso à Inteligência Artificial (IA) é desigual entre as classes sociais do país.

A pesquisa foi feita pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br), que é um departamento do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br).

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Elite brasileira é dominante quanto à utilização de IA.

De acordo com reportagem da Agência Brasil, conforme os dados da TIC Domicílios 2025, o número de usuários de IA generativa no país equivale a 32% dentre os brasileiros que possuem acesso à internet. Mesmo já sendo um recorte, a porcentagem destes usuários que são da classe A é 69%. Enquanto isso, a classe C representa 32%, e as classes D e E representam 16% do total.

Perfil dos usuários de IA no país

Segundo a Agência Brasil, a maioria dos usuários da ferramenta generativa são jovens que possuem entre 16 e 24 anos, representando 55%, e os homens são 35% dos usuários. O perfil dos utilizadores de IA também pode ser dividido por formação acadêmica.

Enquanto 59% dos usuários possuem ensino superior, 29% concluíram o ensino médio. Além disso, apenas 17% de quem utiliza a ferramenta generativa se formou somente no ensino fundamental.

Em 2025, foi a primeira vez que a pesquisa TIC Domicílios realizou perguntas sobre Inteligência Artificial.

Acesso à Internet no Brasil

O estudo também demonstrou avanço em relação ao acesso à internet: 86% dos domicílios brasileiros estão conectados à internet em 2025. Esse número é o maior já registrado desde o início da pesquisa TIC Domicílios, em 2015.

Segundo a Agência Brasil, houve um aumento expressivo nas classes D e E, que registraram 73% de domicílios conectados. Em 2015, no início da pesquisa TIC Domicílios, apenas 15% das residências das classes citadas possuíam acesso à internet.

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