Na última segunda-feira (08), o Datafolha divulgou que cerca de 92% dos entrevistados não se arrependem do voto em Jair Bolsonaro nas eleições de 2022. De acordo com a pesquisa, essa é a primeira realizada após a prisão em regime fechado.
O estudo realizado entre os dias 2 e 4 de dezembro de 2025 apresenta outros números:
- 91% disseram não se arrepender do voto em Lula no mesmo período
- 8% declararam arrependimento
- 1% não soube responder
- 4% simpatizam com o PT (Partido dos Trabalhadores)
- 1% são simpatizantes do PL (Partido Liberal)
Segundo o estudo, a maior parte dos eleitores de Lula segue firme no voto de 2022, mas muitos estão preocupados com a situação do país, devido ao aumento da dívida pública e a taxa de juros parada em 15%, a mais alta em quase 20 anos.
Quem se arrepende do voto está principalmente concentrado na região Sul do país, com 11%. 10% estão entre quem ganha até dois salários mínimos. 94% dos que não se arrependem do voto recebem cerca de 5 a 10 salários mínimos.
95% que vão votar para a reeleição do atual presidente do Brasil, Luís Inácio Lula da Silva (PT), em 2026, não se arrependeram do voto que deram na eleição de 2022.
Eleições 2026
Ainda no estudo, Lula aparece liderando todos os cenários de intenção de voto para o ano que vem, mas também tem rejeição de outros 44%, com diferença de 1% de Bolsonaro com 45%.
Também houve questionamento sobre o quanto a eleição presidencial de 2026 é importante, incluindo para a vida pessoal e família. Os números mostram:
- 77% dizem que as eleições são muito importante;
- 14% afirmam ser um pouco importante;
- 8% responderam que não será importante;
- 85% que votaram em Bolsonaro em 2022 acham ser importante;
- 79% que votaram em Lula dizem ser muito importante;
- A disputa é vista como prioridade para 80% que tem entre 45 e 59 anos.
Para os partidos
Segundo a Folha, o Partido Liberal (PL), de Bolsonaro, tem como prioridade para 2026 a eleição para o Senado. A intenção é conquistar a maioria na Casa e conseguir pautar o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), principalmente o de Alexandre de Moraes, personagem principal na condenação de Bolsonaro.
O Senado e a Corte discordam que tentam proteger os ministros com modificações na Lei do Impeachment. O PL promove uma campanha intensa para aumentar o número de filiados e já afirma ter ultrapassado 1 milhão de integrantes.

