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Geopolítica

Ministro chinês afirma que Japão ameaça militarmente a China: “Completamente inaceitável”

O governo de Sanae Takaichi alegou que radares chineses foram apontados a aeronaves japonesas

Ministro chinês afirma que Japão ameaça militarmente a China: “Completamente inaceitável”

O ministro das Relações Exteriores chinês, Wang Yi, declarou que o Japão está ameaçando militarmente a China, um comportamento considerado “completamente inaceitável”. A fala veio em resposta à Tóquio, que afirmou que caças chineses apontaram redares para aeronaves militares japonesas. As informações são da CNN.

Por sua vez, a China alega que o Japão teria enviado aeronaves para perturbar a Marinha chinesa enquanto realizada treinamento de voo anunciado previamente.

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Wang Yi fez suas acusações durante uma reunião com o ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Johann Wadephul, em Pequim, na última segunda-feira (8).

Relações estreitas

As tensões entre Japão e China cresceram no último mês, em especial desde a eleição da primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi. Ela afirmou que qualquer ação militar chinesa contra Taiwan seria respondida caso ameaçasse a segurança do Japão.

Para Wang, declarações recentes da líder sobre “situações hipotéticas” envolvendo Taiwan são pouco cautelosas, visto que não possui domínio sobre o território.

“Agora, seu atual líder está tentando explorar a questão de Taiwan — o próprio território que o Japão colonizou por meio século, cometendo inúmeros crimes contra o povo chinês — para provocar problemas e ameaçar militarmente a China. Isso é completamente inaceitável”, declarou o ministro chinês, ainda segundo a CNN.

Vale lembrar Taiwan foi colônia do Japão entre 1895 e 1945. Após o final da Segunda Guerra Mundial, em 1945, a ilha virou responsabilidade do governo da República da China, que comanda Taiwan desde 1949, em sistema separado da República Popular da China.

Por sua vez, o governo taiwanês manteve a posição de Tóquio sobre o uso de radar contra caças militares japoneses. Nesta terça-feira (09), o secretário-chefe do Gabinete, Minoru Kihara, declarou que “a iluminação intermitente de feixes de radar é um ato perigoso que ultrapassa os limites da segurança e do necessário”.

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