Na última segunda-feira (08), a AtlasIntel, encomendada pela Zetta, divulgou que 84,5% dos entrevistados concordam que os bancos digitais e fintechs tornaram os serviços financeiros mais acessíveis.
Segundo o relatório mostrado pelo Poder360, em números:
- 79,8% consideram “absurdo” ter de pagar tarifa de manutenção de conta ou anuidade de cartão de crédito.
- 52,4% concordam que o governo deveria incentivar o crescimento de bancos digitais e fintechs.
- 48,6% afirmam que instituições financeiras digitais e bancos digitais são tão seguros quanto os bancos tradicionais.
- 49% dos entrevistados dizem que os custos de serviços de grandes bancos são elevados mas dentro das possibilidade de pagamento.
- Já para 39,5% a concorrência entre bancos digitais e tradicionais tem pouca competição.
Os dados refletem a percepção popular de que fintechs ou instituições que operam no modelo digital oferecem vantagens em custo, conveniência e acessibilidade, comparadas às instituições financeiras tradicionais.
Das instituições financeiras e bancos tracionais mais acessados, a Caixa fica em primeiro ligar com 60,2%. O Nubank aparece em segundo lugar com 55,4% e Banco do Brasil em terceiro lugar com 36,3%.
Crédito e serviços bancários
O relatório também mostra sobre o uso de produtos como conta digital, cartão, crédito e o histórico de solicitação de crédito. Dos produtos oferecidos, o PIX é o mais utilizado com 86,3% das pessoas que usam.
A pesquisa registra que 62,2% já teve pedido de crédito negado por nome sujo e restrição no CPF.
Para quem utiliza fintechs a avaliação sobre inclusão financeira é grande, cerca de 84,1% consideram que essas instituições ampliaram o acesso aos serviços bancários.
Quando questionados sobre possível aumento da tributação para fintechs, a maioria acredita que os custos acabariam sendo repassados aos clientes.
Além disso, a expansão dos bancos digitais e fintechs nos últimos anos é visto como algo positivo, 37,4% dos entrevistados avaliam a evolução do setor como “muito positiva” e 47,6% como “positiva”.
O que mais você precisa saber
A amostra, composta por 2.227 adultos de todas as regiões do país, foi recrutada via método digital randomizado (RDR), e tem margem de erro de mais ou menos dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.
A metodologia buscou representar a população adulta brasileira de forma equilibrada como sexo, faixa etária, renda, escolaridade, região e comportamento eleitoral.
O recrutamento digital é apresentado como mais neutro do que métodos presenciais ou por telefone, pois elimina vieses de interação e ajuda no anonimato.

