Entre os dias 2 e 4 de dezembro de 2025, o Datafolha entrevistou 2.002 pessoas em 113 municípios brasileiros para obter um panorama sobre as eleições de 2026.
Os dados, divulgados no último sábado (6), possuem margem de erro de dois pontos percentuais.
No topo da rejeição aparece o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que é recusado por 44% dos entrevistados. Muito próximo e dentro do empate técnico, surge Jair Bolsonaro (PL), rejeitado por 45%.
O ex-presidente, enfim, segue inelegível e preso desde o mês passado, cumprindo pena de 27 anos e três meses por comandar um golpe de Estado.
Peso do bolsonarismo na pesquisa
Mesmo fora das urnas, Bolsonaro influencia o cenário eleitoral por meio de seus aliados. Seu filho mais velho, o senador Flávio Bolsonaro (PL), registra 38% de rejeição.
Já o deputado Eduardo Bolsonaro (PL) aparece com 37%. A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) soma 35%, como divulgado pela CNN Brasil.
Entre nomes da direita, os índices são mais moderados. Ratinho Jr. (PSD) e Romeu Zema (Novo) têm 21% cada; Tarcísio de Freitas (Republicanos) aparece com 20%; e Ronaldo Caiado (União) fecha a lista com 18%.
Lula na liderança
Lula segue liderando a corrida presidencial de 2026. No 1º turno, ele aparece repetindo uma vantagem confortável em todos os cenários testados.
O representante do PT surge com 41% contra Flávio Bolsonaro (18%), Ratinho Jr. (12%), Ronaldo Caiado (7%) e Romeu Zema (6%); 41% contra Michelle Bolsonaro (24%); e novamente com 41% quando o adversário é Tarcísio de Freitas (23%).
Cenários de 2º turno
No confronto direto, porém, é onde a distância ganha sinais mais claros. Lula abriria uma boa vantagem sobre Flávio Bolsonaro (PL), que recentemente foi nomeado sucessor do pai.
Segundo o Datafolha, o candidato do PT registraria 51% contra 36% do senador (ou seja, com 15 pontos de diferença).
A coleta de dados, por outro lado, ocorreu antes de Jair Bolsonaro (PL) anunciar formalmente o filho como seu nome para a disputa.
Perspectivas recentes
Em relação à pesquisa feita em julho, Lula acabou aumentando a folga sobre Flávio, mostrando que o sobrenome Bolsonaro está pesando negativamente no período atual.
O levantamento também surge no momento em que partidos do centrão, como MDB e PSD, resistem ao lançamento de Flávio Bolsonaro e discutem alternativas próprias.


