A pena de morte segue sendo uma realidade em boa parte do mundo, apesar do avanço do movimento abolicionista. De acordo com os dados mais recentes da Anistia Internacional, referentes a 2022, repercutidos pelo G1, 11 países ainda executam pessoas como punição por crimes, incluindo China, Irã, Arábia Saudita e Estados Unidos. No total, 20 países realizaram execuções naquele ano, o maior número desde 2017.
Países que continuam executando pessoas
Segundo a Anistia Internacional, os países que aplicam a pena de morte de forma contínua incluem:
- China (dados oficiais não divulgados, milhares estimados)
- Irã
- Arábia Saudita
- Egito
- Estados Unidos
- Iraque
- Vietnã
- Iêmen
- Somália
- Sudão do Sul
- Coreia do Norte (provavelmente, sem confirmação)
Essas nações correspondem à lista observada entre 2018 e 2022. A grande maioria desses países estão localizados entre o norte da Ásia, Oriente Médio e África, sendo apenas os Estados Unidos dentre os países americanos que aplicam a pena em 2022. Veja o mapa abaixo, produzido pela BBC Brasil.

Segundo o levantamento, em 2022, 20 países realizaram execuções, entre eles, além dos já citados, incluem Japão, Myanmar, Kuwait e Palestina.
Quantas pessoas são executadas?
O levantamento mostra que, excluindo a China, foram registradas 883 execuções em 2022, cerca de 53% a mais que em 2021 (579) e o maior patamar desde 2017 (mais de 1.500).
Além disso, 2.016 sentenças de morte foram emitidas em 52 países em 2022. Segundo o jornal, os dados desconsideram a China, pois o país não possui dados oficiais para as mortes autorizadas pelo Estado, contudo, estima-se que milhares de pessoas sejam mortas todos os anos pela pena de morte no país.
Quem mais executa?
Segundo a BBC, os países que mais executam por ano são:
- China: milhares (estimativa)
- Irã: mais de 576
- Arábia Saudita: 196
- Egito: 24
- Estados Unidos: 18
A Arábia Saudita atingiu, em 2022, o maior número de execuções em 30 anos.
Por quais crimes?
Embora muitos países justifiquem a pena máxima somente para crimes considerados extremos, como homicídio e terrorismo, alguns ainda aplicam para delitos não violentos, especialmente ligados a drogas.
- Execuções por crimes de drogas em 2022:
- Irã: 255
- Arábia Saudita: 57
- Cingapura: 11
Em 2023, Cingapura executou a primeira mulher em quase 20 anos por tráfico de heroína.
Países que aboliram
O avanço abolicionista segue constante. Em 2022:
- Aboliram totalmente:
- Cazaquistão
- Papua Nova Guiné
- Serra Leoa
- República Centro Africana
- Gana
- Aboliram parcialmente (mantida para crimes excepcionais):
- Guiné Equatorial
- Zâmbia
- Malásia
Segundo os dados mais recentes, até 2024, 112 países já não aplicam a pena capital, contra apenas 48 em 1991, destacou a BBC.
Como as execuções são feitas
Métodos registrados em 2022, segundo o levantamento, foram:
- Decapitação, registrado apenas na Arábia Saudita;
- Enforcamento;
- Injeção letal;
- Execução por tiro.
Em 2024, os EUA estrearam o gás nitrogênio, levantando debate sobre crueldade e violações de direitos humanos.

