A Comissão do Esporte da Câmara dos Deputados agendou para esta quarta-feira (3) uma audiência pública destinada a examinar como o Brasil está se organizando para participar dos Jogos Olímpicos de Inverno de 2026, que serão realizados em Milão e Cortina d’Ampezzo, na Itália.
O encontro ocorrerá no Plenário 4, às 14h. A iniciativa partiu do deputado Douglas Viegas (União-SP), que solicita maior transparência e acompanhamento da preparação da delegação brasileira. As informações são da Câmara dos Deputados.
Segundo ele, o torneio reunirá aproximadamente 3,5 mil atletas de 93 países, distribuídos entre 16 modalidades, e exige planejamento antecipado para garantir competitividade das equipes nacionais.
A responsabilidade pela organização e estruturação dos atletas brasileiros é do Comitê Olímpico do Brasil (COB), com apoio das confederações que representam os esportes de inverno: a Confederação Brasileira de Desportos no Gelo (CBDG), focada em modalidades no gelo, e a Confederação Brasileira de Desportos na Neve (CBDN), responsável pelas modalidades praticadas na neve.
Viegas lembra que essas entidades recebem recursos provenientes das loterias federais, motivo pelo qual considera essencial fiscalizar a destinação dos investimentos e acompanhar o desempenho das seleções.
O que são Jogos Olímpicos de inverno?
Os Jogos Olímpicos de Inverno são uma grande competição internacional que reúne atletas de diversos países para disputar esportes praticados no gelo ou na neve. Eles ocorrem a cada quatro anos e incluem modalidades como esqui, patinação, hóquei no gelo, bobsled, curling, luge, snowboard, entre outras.
A próxima edição, chamada Milano‑Cortina 2026, será realizada entre 6 e 22 de fevereiro de 2026 nas cidades de Milão e Cortina d’Ampezzo, na Itália. Atletas de dezenas de países vão competir em cerca de 16 modalidades diferentes, desde esportes rápidos no gelo até esqui nas montanhas.
Como país tropical, o Brasil não tem grande tradição em esportes de neve, o que torna a preparação mais difícil. A falta de infraestrutura, apoio consistente e adaptação a condições frias e montanhosas são obstáculos históricos. Contudo, o país tem buscado superar isso com apoio de federações específicas para gelo e neve, além de atletas formados no exterior.

