A CPI do Banco Master no Senado, proposta pelo senador cearense Eduardo Girão, já alcançou o número regimental de assinaturas necessárias para ser instalada. No entanto, nos corredores do Senado, paira a dúvida: ela sairá do papel?
É fato notório que Daniel Vorcaro cultivou relações importantes no Congresso Nacional ao longo dos anos. Parte dessas conexões ficaria desconfortável com uma investigação parlamentar que vasculhasse as operações do banco e seus vínculos políticos. A proximidade entre o empresário e figuras influentes de diferentes partidos não é segredo em Brasília — e isso pesa no cálculo de quem decide o destino de uma CPI.
Cenário de incertezas
O cenário permanece incerto. A comissão pode ser engavetada por manobras regimentais, esvaziada na composição ou simplesmente esquecida em meio a outras prioridades legislativas. Se isso ocorrer, o caminho natural será a judicialização: um mandado de segurança ao STF para forçar a instalação, já que o regimento do Senado prevê a abertura automática quando atingido o número mínimo de assinaturas.
Mas mesmo no Supremo o jogo não está dado. Dependendo do relator sorteado, a CPI pode encontrar novos obstáculos — ou, ao contrário, ganhar impulso inesperado. No tabuleiro do Banco Master, cada movimento ocorre nas sombras, e o desfecho segue em aberto.


