A liquidação do Banco Master, anunciada pelo Banco Central, foi recebida sem medo pelo mercado financeiro, segundo ouvidas pelo Valor Pro.
Como mostrou O Brasilianista, a liquidação foi assinada por Gabriel Galípolo, presidente do BC. A decisão coloca fim ao processo de crescimento do Master e confirma que a situação financeira do banco era considerada irrecuperável.
A reportagem do Valor Pro, no entanto, ouviu fontes que disseram que a deterioração da instituição já era de conhecimento amplo no setor, e que a intervenção apenas oficializou um quadro que acontecia há meses.
Consequências
De imediato, a decisão deve afetar o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) – a projeção é de que o fundo tenha de cobrir entre R$ 40 bilhões e R$ 50 bilhões em depósitos protegidos – o volume deve comprometer grande parte da reserva disponível.
Para recompor o caixa após a operação, o FGC deve adotar duas medidas:
- elevação da alíquota de contribuição paga pelos bancos;
- cobrança antecipada de cinco anos das contribuições futuras, ainda conforme apuração do Valor Pro.
Apesar disso, interlocutores do setor consultados pelo Valor Pro avaliam que o sistema financeiro deve ter capacidade para absorver a pressão adicional, já que bancos de médio e grande porte já vinham reforçando liquidez diante da possibilidade de intervenção.

