Um dia depois de o Grupo Fictor demonstrar interesse na compra do Banco Master, como mostrou O Brasilianista, o Banco Central decidiu encerrar qualquer possibilidade de negociação e decretou, nesta terça-feira (18), a liquidação extrajudicial da instituição.
A decisão foi assinada pelo presidente do BC, Gabriel Galípolo, e coloca fim ao processo abrupto de crescimento do Master e confirma que a situação financeira do banco era considerada irrecuperável.
Além disso, o BC aplicou o regime de administração temporária especial (Raet) ao Banco Master Múltiplo, permitindo a continuidade das operações, mas retirando o comando dos atuais administradores. A EFB Regimes Especiais de Empresas assume tanto a liquidação quanto a gestão temporária. As informações são do Estadão.
O Brasilianista explica o que significa a liquidação, o que muda para clientes e investidores e como a decisão se conecta às tentativas de compra noticiadas ontem.
O que significa liquidação extrajudicial?
A liquidação extrajudicial é um regime de resolução utilizado quando uma instituição apresenta insolvência grave ou comete infrações importantes.
Na prática, funciona da seguinte forma: o banco deixa de funcionar e é retirado do Sistema Financeiro Nacional. Além disso, um liquidante assume o controle para vender ativos e pagar credores. As disposições estão previstas na lei nº 6.024.
Os clientes com depósitos ou investimentos garantidos pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC) recebem até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, por instituição, como explicou o InfoMoney.
Não há prazo para o fim da liquidação, ela pode terminar com a recuperação do patrimônio ou com a decretação de falência.
O que acontece agora com clientes e investidores?
A EFB Regimes Especiais de Empresas passa a administrar a liquidação e o FGC será acionado para atender depositantes e investidores até o limite de R$ 250 mil.
Já os produtos sem garantia do FGC entram na lista de credores, ou seja, o pagamento depende da venda dos ativos.

