O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decidiu atuar diretamente para destravar a indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF). A decisão ocorre após a aprovação apertada de Paulo Gonet para mais um mandato na Procuradoria-Geral da República, cenário que, segundo a CNN Brasil, não alterou a disposição do Governo em manter Messias como principal nome para a vaga aberta com a saída de Luís Roberto Barroso, em setembro.
Lula comunicou a aliados próximos que pretende oficializar a escolha ainda em 2024. Antes disso, porém, buscará novas conversas com os senadores Davi Alcolumbre e Rodrigo Pacheco, que terão papel central na condução da indicação no Senado. O encontro é visto como decisivo, já que Alcolumbre ainda demonstra resistência ao nome do advogado-geral da União.
Mesmo diante das dificuldades, auxiliares do Planalto afirmam que Lula acredita ser possível reverter o cenário. O presidente também pretende reforçar a interlocução com Pacheco, estimulando sua possível candidatura ao governo de Minas Gerais.
Resistências no Senado dificultam avanço imediato
Apesar da movimentação no Palácio do Planalto, líderes partidários avaliam que uma votação ainda este ano é improvável. Por isso, integrantes da equipe presidencial defendem que a indicação seja formalizada apenas em fevereiro, no retorno das atividades legislativas após o recesso.
A preocupação é evitar que Messias enfrente um desgaste prolongado caso o nome seja apresentado com meses de antecedência, sem perspectiva de confirmação no Senado. O Governo teme que a demora provoque ruídos políticos desnecessários.
Busca por apoio no centro e reuniões no Alvorada
Lula também manifestou disposição para ampliar o diálogo com senadores de centro, grupo considerado essencial para consolidar apoio à indicação. De acordo com auxiliares citados pela CNN Brasil, o presidente está disposto a recebê-los no Palácio da Alvorada, caso seja necessário para fortalecer a articulação.
A vaga no STF segue aberta desde setembro, e, até o momento, o Governo não formalizou publicamente a escolha de Messias. Nos bastidores, porém, a indicação é tratada como encaminhada — resta resolver a equação política para garantir votos suficientes na sabatina e no plenário.

