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Política

Prefeitura do Rio e grupo educacional disputam destino do antigo Colégio São Paulo

Gestão Eduardo Paes busca redirecionar o uso do imóvel histórico no Arpoador, enquanto o Grupo SEB planeja instalar nova unidade escolar

Prefeitura do Rio e grupo educacional disputam destino do antigo Colégio São Paulo

A prefeitura do Rio de Janeiro e o Grupo Educacional SEB, do empresário Chaim Zaher, travam uma disputa silenciosa pelo destino de um dos endereços mais cobiçados da orla carioca: o prédio do tradicional Colégio São Paulo, no Arpoador.

O imóvel de 3 mil metros quadrados na Avenida Vieira Souto, avaliado em cerca de R$ 250 milhões, foi recentemente alugado pelo SEB para abrigar uma escola Concept, mas a operação desagradou ao poder municipal, que tenta convencer o grupo a desistir do local.

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Decreto

A gestão de Eduardo Paes considera a área estratégica para o turismo e já movimenta esforços para encontrar outro terreno na Zona Sul que possa atender ao grupo educacional.

Segundo informações do Diário do Rio, técnicos da prefeitura analisam espaços em Ipanema e Leblon para oferecer como alternativa, numa tentativa de liberar o terreno do Arpoador para um empreendimento hoteleiro de alto padrão.

Em julho, um decreto de Paes criou a Área de Especial Interesse Urbanístico e Turístico (AEIU/AEIT) no Arpoador, restringindo por até um ano a emissão de novas licenças para construções que não sejam voltadas a atividades turísticas, como hotéis, restaurantes e casas de espetáculo.

A medida, publicada no Diário Oficial e detalhada em reportagem do O Globo, suspende temporariamente autorizações para residências e escolas na área delimitada entre as avenidas Rainha Elizabeth, Atlântica e Vieira Souto.

Resistência

A congregação das Irmãs Angélicas de São Paulo, proprietária do imóvel, havia decidido encerrar as atividades do Colégio São Paulo em dezembro do ano passado, após 103 anos de funcionamento, e optou por manter o uso educacional do espaço – alugando o prédio ao SEB.

As religiosas vivem parcialmente no local e manifestaram preferência por preservar a tradição pedagógica e a capela que integra o edifício modernista, o que tornou a proposta da prefeitura ainda mais delicada.