Publicidade
Economia

BRICS: tudo sobre o bloco que teve origem com Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul

O avanço conjunto das quatro nações correspondeu a 65% do crescimento do PIB global, entre 2003 e 2007

BRICS: tudo sobre o bloco que teve origem com Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul

Para se referir aos países que, no início do século, demonstravam elevado potencial de crescimento econômico, o economista britânico Jim O’Neill, criou o termo BRIC, que incluía quatro países: Brasil, Rússia, Índia e China. As informações são do Senado Federal.

A primeira cúpula, que reuniu chefes de Estado dos países que faziam parte do BRIC, foi realizada em 2009. Mais tarde, a sigla ganhou mais uma letra, o S, que representava a entrada da África do Sul (South Africa) ao bloco, passando então a ser chamado de BRICS.

Publicidade

Além disso, atualmente, outras seis nações fazem parte do grupo: Arábia Saudita, Egito, Emirados Árabes Unidos, Etiópia, Irã e Indonésia.

Segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), o avanço conjunto das quatro nações correspondeu a 65% do crescimento do PIB global, entre 2003 e 2007, fazendo com que o BRICS tenha tido um impacto econômico significativo.

O Produto Interno Bruto (PIB) do grupo do BRICS, já ultrapassa o dos Estados Unidos e o da União Europeia quando o assunto é paridade de poder de compra (PPC).

O avanço pode ser observado em diferentes momentos:

  • Em 2003, o grupo, ainda formado por quatro países, representava 9% do PIB mundial.
  • Em 2009, essa participação subiu para 14%.
  • Em 2010, com a entrada da África do Sul, o PIB conjunto dos cinco países alcançou US$ 11 trilhões, o equivalente a 18% da economia global.
  • Quando considerado o critério de paridade de poder de compra, o valor sobe para US$ 19 trilhões, o que corresponde a 25% da economia mundial.

Os países que formam os BRICS ainda não tinham um grupo oficial que possibilitasse uma atuação conjunta até o ano de 2006. O termo servia apenas para identificar quatro nações com características semelhantes de crescimento e potencial econômico, mas que agiam de forma isolada.

Somente em 2006, com a reunião de Chanceleres dos países do BRICS, que ocorreu próximo à 61ª Assembleia Geral das Nações Unidas, a situação mudou. De lá para cá, os países passaram a trabalhar coletivamente.

O BRICS funciona de forma informal, sem um tratado oficial que o constitua, sem sede fixa ou orçamento próprio para custear suas ações, é principalmente, a vontade política dos países que o compõem.

Contudo, à medida que as cinco nações ampliam sua cooperação e fortalecem os laços entre si, o bloco vem se tornando mais estruturado ao longo do tempo.

A institucionalização vertical do BRICS, foi uma etapa importante desde a Cúpula de Ecaterimburgo, em junho de 2009. A interação política entre os países alcançou o nível de participação de chefes de Estado e de Governo.

Entre 2010 e 2013, as cúpulas do BRICS fortaleceram o grupo como fórum de diálogo político e coordenação internacional. A II Cúpula ocorreu em Brasília (2010), a III em Sanya, na China (2011), ampliando a participação dos países em decisões globais e incentivando projetos conjuntos em setores estratégicos como agricultura, energia e ciência. A IV Cúpula aconteceu em Nova Délhi (2012) e a V em Durban, África do Sul (2013), consolidando a cooperação política e econômica entre os cinco países.

Uma institucionalização horizontal que incorporou diversas áreas de atuação, também foi instituída pelo BRICS. Além de temas voltados ao econômico-financeiro, também já foram discutidos temas como: segurança alimentar, agricultura, energia.

História do BRICS

Além deste, a TV Senado preparou um compilado de vídeos explicativos sobre os onze países que fazem parte do grupo do BRICS, para assistir é só acessar a página no Youtube.