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Política

Veja quem pode ser beneficiado com os projetos que reajustam salários de servidores do Judiciário

Textos foram propostos pelo STF, aprovados pela Câmara e devem seguir para análise do Senado

Semana começa com ofensivas no Congresso e compromissos do governo

A Câmara dos Deputados aprovou, na última terça-feira (04), dois projetos de lei que tratam da remuneração e valorização dos servidores do Poder Judiciário da União, carreiras descritas na Lei nº 11.416, de 2006.

O Brasilianista mostrou que as propostas, de iniciativa do Supremo Tribunal Federal (STF), beneficiam servidores efetivos, cargos em comissão e funções comissionadas, mas não incluem magistrados nem ministros. Os textos seguem agora para análise do Senado Federal.

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Quem deve se beneficiar

O texto do PL 4.750/2025, relatado pelo deputado Rafael Prudente (MDB-DF), prevê um reajuste salarial linear de 25,97%, dividido em três parcelas de 8%, a serem aplicadas em 1º de julho de 2026, 2027 e 2028.

Segundo a proposta, o aumento deve beneficiar servidores efetivos, cargos em comissão e funções comissionadas, como analista Judiciário; técnico Judiciário e auxiliar Judiciário.

O relator diz que o impacto financeiro será absorvido com recursos próprios do Judiciário e que já estão dentro dos limites orçamentários previstos.

“O projeto corrige parcialmente a defasagem inflacionária que vem corroendo o poder aquisitivo dos servidores e ajuda a conter a evasão de profissionais qualificados”, afirmou Prudente.

Já o Projeto de Lei (PL) 3.084/2025, relatado pelo deputado Coronel Meira (PL-PE), reformula o Adicional de Qualificação (AQ), um benefício destinado a servidores que investem em cursos e capacitação.

Esta proposta, por sua vez, estende as categorias de formação reconhecidas e atualiza os valores pagos. A ideia é estimular o aperfeiçoamento técnico e a permanência de profissionais experientes no serviço público.

Próximos passos

Com a aprovação na Câmara, as propostas seguem para o Senado Federal, onde precisarão ser votadas antes de irem à sanção presidencial.

Caso sejam aprovadas sem alterações, os novos reajustes começarão a valer a partir de julho de 2026. Do contrário, o texto volta à Casa de origem.