A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado foi oficialmente instalada nesta terça-feira (04) no Senado Federal, com o objetivo de investigar a atuação de facções criminosas e milícias em todo o país. A comissão terá duração inicial de 120 dias e um orçamento estimado em R$ 30 mil para custear os trabalhos.
De acordo com a Agência Senado, a proposta da CPI partiu do senador Alessandro Vieira (MDB-SE), que deve assumir a relatoria dos trabalhos. A primeira reunião da comissão foi conduzida pelo senador Otto Alencar (PSD-BA), o mais velho entre os membros, responsável por iniciar os procedimentos de escolha do presidente, vice e relator.
Quem são os titulares da CPI do Crime Organizado?
A CPI será composta por 11 senadores titulares e sete suplentes. Segundo a CNN Brasil, entre os principais nomes titulares estão:
- Alessandro Vieira (MDB-SE)
- Marcio Bittar (PL-AC)
- Marcos do Val (Podemos-ES)
- Otto Alencar (PSD-BA)
- Angelo Coronel (PSD-BA)
- Jorge Kajuru (PSB-GO)
- Flávio Bolsonaro (PL-RJ)
- Magno Malta (PL-ES)
- Rogério Carvalho (PT-SE)
- Fabiano Contarato (PT-ES)
- Hamilton Mourão (Republicanos-RS)
As vagas de suplentes foram preenchidas por Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB), Sergio Moro (União-PR), Randolfe Rodrigues (PT-AP), Eduardo Girão (Novo-CE), Jaques Wagner (PT-BA) e Esperidião Amin (PP-SC).
Disputa política e composição do comando
Antes do início da sessão de instalação, parlamentares de diferentes partidos tentaram costurar um acordo sobre quem assumiria a presidência do colegiado. Ainda conforme a CNN Brasil, há articulações tanto entre senadores da oposição quanto entre aliados do Governo.
Entre os cotados para liderar o grupo estão Fabiano Contarato (PT-ES), Jaques Wagner (PT-BA), Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Hamilton Mourão (Republicanos-RS). A decisão sobre o comando será tomada após a eleição interna.

