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Justiça

Entenda como funciona o STF e quem são os ministros que compõem a mais alta Corte do país

A mais alta instância da Justiça brasileira tem a missão de proteger a Constituição e garantir o equilíbrio entre os poderes

Entenda como funciona o STF e quem são os ministros que compõem a mais alta Corte do país

O Supremo Tribunal Federal (STF) é o órgão mais importante do Poder Judiciário no Brasil e tem como principal função proteger a Constituição Federal. Segundo o próprio órgão, cabe à Corte julgar ações que envolvem a constitucionalidade de leis e atos normativos, além de processar autoridades como o presidente da República, o vice-presidente e parlamentares em crimes comuns.

O papel do STF na estrutura do Judiciário

De acordo com a Constituição de 1988, o STF é o guardião da Constituição e a instância máxima da Justiça brasileira. Isso significa que suas decisões têm efeito sobre todos os tribunais do país e servem de referência para a interpretação das leis.

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Entre as atribuições do tribunal estão o julgamento de Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs), que analisam se uma lei fere a Constituição, e Ações Declaratórias de Constitucionalidade (ADCs), que confirmam se determinada norma está de acordo com o texto constitucional. Conforme explica o órgão, o STF também atua como última instância recursal, ou seja, nenhuma decisão de outro tribunal pode ser revista após o julgamento da Corte.

Além disso, o Supremo é responsável por julgar crimes comuns cometidos por autoridades federais, como o presidente da República, ministros de Estado e membros do Congresso Nacional. Nessas situações, o tribunal atua diretamente, sem que o caso precise passar por outras instâncias.

Estrutura e funcionamento do tribunal

O Supremo Tribunal Federal é composto por 11 ministros, todos brasileiros natos, indicados pelo presidente da República e aprovados pela maioria do Senado Federal, conforme o artigo 101 da Constituição. Os escolhidos devem ter entre 35 e 70 anos de idade, notável saber jurídico e reputação ilibada.

O tribunal é dividido em três órgãos principais: o Plenário, as Turmas e a Presidência. O Plenário reúne todos os ministros e delibera sobre questões de grande relevância nacional. Já as Turmas, duas no total, contam com cinco ministros cada e analisam casos específicos. O presidente e o vice-presidente do STF são eleitos pelos próprios ministros para mandatos de dois anos, sem possibilidade de reeleição imediata.

Desde a Emenda Constitucional nº 45/2004, o tribunal pode aprovar súmulas vinculantes, que obrigam outras instâncias do Judiciário e a administração pública a seguirem o mesmo entendimento sobre determinados temas constitucionais.

A escolha e o perfil dos ministros

A indicação para o cargo de ministro é de natureza política. O presidente da República escolhe o nome e o submete à aprovação do Senado. Após a sabatina e votação, o indicado é nomeado oficialmente. O cargo é vitalício, com aposentadoria compulsória aos 75 anos.

Todos os ministros devem ter notável saber jurídico, o que, na prática, significa sólida formação e experiência na área do Direito. Embora a Constituição não exija formação específica, na história recente, todos os integrantes da Corte são juristas, professores ou magistrados com ampla trajetória acadêmica e profissional.

O salário dos ministros do STF é atualmente de R$ 39.293,32, conforme informações disponibilizadas no portal de transparência do próprio tribunal.

Quem compõe as Turmas?

Atualmente, a Primeira Turma é presidida por Flávio Dino e conta ainda com Cristiano Zanin, Luiz Fux (que pediu transferência), Cármen Lúcia e Alexandre de Moraes. Já a Segunda Turma é presidida por Gilmar Mendes e tem como integrantes Kássio Nunes Marques, André Mendonça e Dias Toffoli. A vaga deixada por Barroso ainda aguarda o novo indicado para ser preenchida.

Esses grupos se reúnem em sessões separadas, mas seguem os mesmos princípios e regras internas do STF. As decisões tomadas por uma Turma têm o mesmo peso jurídico das decisões do Plenário, embora tratem de processos mais específicos.

A importância do STF para o país

Mais do que um tribunal, o Supremo tem um papel central na estabilidade institucional e na garantia dos direitos fundamentais. Suas decisões impactam diretamente a sociedade, o funcionamento dos poderes e a aplicação das leis.

A Corte também preside o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), órgão responsável por fiscalizar a atuação do Judiciário em todo o país.