O cenário geopolítico mundial continua marcado pelo poder nuclear. Embora nove países possuam armas atômicas, o equilíbrio de forças provoca disputas estratégicas, retóricas e diplomáticas. A discussão ganhou força após o anúncio de Donald Trump sobre a retomada de testes nucleares nos Estados Unidos e sua afirmação de que o país seria a maior potência nuclear do mundo, fato este que é contestado por dados internacionais.
Segundo levantamentos da BBC, a Rússia segue como detentora do maior arsenal nuclear do mundo, contrariando a fala de Trump publicada na Truth Social e repercutida pelo portal O Brasilianista. Veja o post na íntegra:
Ranking dos países com armas nucleares (2025)
- Rússia: 5.459 de ogivas estimadas; país signatário do TNP
- Estados Unidos: 5.177 de ogivas estimadas; país signatário do TNP
- China: 600 de ogivas estimadas; país signatário do TNP
- França: 290 de ogivas estimadas; país signatário do TNP
- Reino Unido: 225 de ogivas estimadas; país signatário do TNP
- Índia: 180 de ogivas estimadas; país não signatário do TNP
- Paquistão: 170 de ogivas estimadas; país não signatário do TNP
- Israel: 90 de ogivas estimadas (não confirmadas oficialmente); país com política de ambiguidade sobre a proliferação de armas nucleares
- Coreia do Norte: 30–50 de ogivas estimadas; país abandonou TNP
O números são estimados pelo Anuário de 2025 do Sipri, repercutidos pela BBC, mas não há confirmação oficial pelas nações. Outras fontes, como a CNN Brasil, por exemplo, estima que o arsenal russo chegaria a 5.580 armas.
Trump afirma que EUA são líderes, mas dados mostram Rússia à frente
Em postagem na Truth Social, o presidente Donald Trump declarou que os EUA estariam em primeiro lugar em poderio nuclear, seguidos pela Rússia e China, o que levanta controvérsias, conforme os dados apresentados, que indicam que a Rússia permanece no topo do ranking nuclear, com leve vantagem em ogivas totais.
“… eu DETESTEI fazer isso, mas não tive escolha! A Rússia está em segundo lugar e a China em um distante terceiro…”, escreveu Trump.
O anúncio de novos testes ocorre após mais de três décadas sem explosões atômicas oficiais nos EUA. Como destacou O Brasilianista, o último teste americano foi em 1992.
Países que abandonaram programas nucleares
Algumas nações desistiram de programas nucleares ou entregaram arsenais herdados, como:
- África do Sul, desmantelou seu arsenal em 1991, segundo apuração da CNN;
- Ucrânia, Belarus e Cazaquistão, cujas armas foram devolvidas à Rússia após a dissolução da URSS, apontou o jornal;
- Suécia e Suíça, que abandonaram seus programas, voluntariamente ou devido a pressões externas, como destacou a BBC.
O Brasil tem armas nucleares?
Não. O Brasil é signatário do TNP e integra o Tratado de Tlatelolco, que afirma o compromisso de manter a América Latina livre de armas nucleares. Apesar disso, o país mantém o programa nuclear ativo para fins pacíficos, incluindo energia e pesquisa. A informação é da Época Negócios.
Por que o tema volta ao centro das atenções?
Pontos que explicam a atual escalada:
- Crescimento nuclear da China
- Testes e ameaças da Coreia do Norte
- Avanços e tensões no programa nuclear do Irã – que não há confirmação, como aponta a BBC
- Retórica militar da Rússia na guerra contra a Ucrânia
- Retomada de testes pelos EUA
Essa combinação coloca o mundo diante de um possível novo ciclo de corrida nuclear. A retomada de testes pelos EUA e as tensões globais reforçam a necessidade de atenção internacional e iniciativas diplomáticas para evitar uma nova era nuclear.

