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Política

Após megaoperação no RJ, Lula diz que não se pode aceitar que o crime organizado continue destruindo famílias

Presidente defendeu ação coordenada contra o crime e citou a PEC da Segurança, que busca unificar o trabalho das forças policiais no país

Após megaoperação no RJ, Lula diz que não se pode aceitar que o crime organizado continue destruindo famílias

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), se manifestou, pela primeira vez, sobre a megaoperação policial realizada no Rio de Janeiro na terça-feira (28), que deixou mais de 120 mortos em comunidades da capital fluminense.

Lula utilizou as redes sociais para afirmar que “não podemos aceitar que o crime organizado continue destruindo famílias” e defendeu uma atuação coordenada das forças de segurança para combater o tráfico sem colocar inocentes em risco.

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“Me reuni hoje pela manhã com ministros do meu governo e determinei ao ministro da Justiça e ao diretor-geral da Polícia Federal que fossem ao Rio para encontro com o governador. Não podemos aceitar que o crime organizado continue destruindo famílias, oprimindo moradores e espalhando drogas e violência pelas cidades”, escreveu.

O presidente afirmou ainda que é necessário trabalho coordenado que “atinja a espinha dorsal do tráfico sem colocar policiais, crianças e famílias inocentes em risco”.

Impasse

A declaração ocorre em meio à disputa de narrativas entre o governo federal e o estadual sobre a responsabilidade e os resultados da operação, que mirou o Comando Vermelho (CV).

Segundo as autoridades do Rio de Janeiro, a ação teve como objetivo prender líderes do tráfico de drogas e apreender armamentos – mas os policiais foram recebidos com tiros e a ação terminou com alto número de mortos, incluindo denúncias de abusos e violência excessiva.

Em seu tuíte, Lula também relembrou a Operação Carbono Oculto, deflagrada em agosto pela Polícia Federal, que mirou o Primeiro Comando da Capital (PCC) e causou prejuízo de R$ 9 bilhões ao grupo criminoso.

“Foi exatamente o que fizemos em agosto na maior operação contra o crime organizado da história do país, que chegou ao coração financeiro de uma grande quadrilha envolvida em venda de drogas, adulteração de combustível e lavagem de dinheiro”, escreveu.

O presidente mencionou ainda a PEC da Segurança, proposta encaminhada pelo governo ao Congresso Nacional, que busca garantir maior integração entre as forças policiais na atuação contra facções criminosas.