A geração Z, composta hoje por jovens de 16 a 30 anos, é a que menos consome bebida alcóolica. Uma pesquisa da MindMiners mostra que apenas 45% dessa geração afirma beber, um valor bem abaixo dos demais grupos etários. Entre as diversas justificativas, controle financeiro e bem-estar se destacam. As informações são do g1.
Para fins de comparação, 57% dos Millenials (entre 31 e 41 anos) costumam beber, enquanto 67% da geração X (entre 42 e 61 anos) faz esse consumo. Os Boomers (entre 62 e 78 anos) também mostram patamar elevado de consumo alcóolico, que chega a 65%.
A pesquisa revela que, entre os jovens da geração Z que não bebem:
- 58% não possuem interesse;
- 34% não gostam do sabor;
- 30% preferem evitar os efeitos físicos e emocionais da bebida;
- 19% citam a busca por qualidade de vida;
- 17% mencionam razões religiosas.
O levantamento relaciona ainda essa queda do consumo à possibilidade financeira desse grupo que, historicamente, possui menos renda disponível. Os preços de bebidas, até mesmo as cervejas sem álcool ou mocktails, seguem elevados e contribuem para diminuir a presença desse grupo como consumidores.
Preços de bebidas alcóolicas pode aumentar
Se o preço das bebidas é um dos fatores que afasta o consumo, o mercado poderá observar uma redução ainda maior no número de jovens que tomam bebidas alcóolicas. Isso porque elas podem ter tarifas maiores para serem comercializadas no Brasil, no mesmo nível que cigarros.
Uma pesquisa elaborada pelo Datafolha em setembro mostrou que 91% dos entrevistados apoiam colocar advertências nas embalagens e rótulos de bebidas, destacando os riscos de doenças crônicas, possível dependência e acidentes. Ainda 69% é a favor de reduzir propagandas sobre esse produto em televisão.
Desde o início de outubro, conforme mostrado pelo O Brasilianista, a segunda parte da Reforma Tributária analisa o Projeto de Lei complementar (PLP 108/2024), que inclui a regulamentação do Imposto Seletivo (IS), conhecido como imposto do “pecado”.
Ele é destinado a produtos que fazem mal à saúde ou ao meio ambiente, com objetivo de melhorar a saúde pública. Se aprovado, deve aumentar as taxas sobre bebidas alcoólicas, o que também deve apertar o bolso do consumidor.

