O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) convocou uma reunião emergencial nesta quarta-feira (29) para tratar da crise de segurança no Rio de Janeiro, um dia depois da megaoperação policial contra o Comando Vermelho que resultou em mais de 130 mortes. O encontro acontece no Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência.
Segundo a CNN Brasil, participaram da reunião o vice-presidente e ministro da Indústria, Geraldo Alckmin; o ministro da Casa Civil, Rui Costa; a ministra dos Direitos Humanos, Macaé Evaristo; a ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco; o ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski; a ministra de Relações Exteriores, Gleisi Hoffmann; e o ministro da Secretaria de Comunicação Social, Sidônio Palmeira.
Mortes e reações à operação
De acordo com informações da Defensoria Pública do Rio de Janeiro, 132 pessoas foram mortas na ação realizada nesta terça-feira (28) nos complexos do Alemão e da Penha, na Zona Norte da cidade. O órgão informou ainda que o número de vítimas pode aumentar à medida que mais informações são confirmadas.
A operação foi considerada a mais letal da história do Rio de Janeiro e gerou forte repercussão nacional e internacional. Entidades de direitos humanos e representantes da sociedade civil pedem investigação sobre o uso da força e a conduta das forças policiais envolvidas.
Governo discute medidas e acompanhamento
Durante a reunião, o presidente Lula pediu relatórios detalhados sobre o ocorrido e cobrou dos ministros medidas que evitem novas tragédias. Segundo o canal de notícias, a preocupação do governo é garantir transparência na apuração e oferecer apoio às famílias das vítimas.
O ministro Ricardo Lewandowski deve apresentar, nos próximos dias, um plano de acompanhamento das investigações e ações de segurança pública no estado. O Governo Federal também avalia reforçar o diálogo com o governo fluminense para coordenar estratégias conjuntas de combate ao crime organizado.

