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Política

Entenda o que levou à operação mais letal da história do RJ, que terminou com mais de 100 mortes

Ministro da Justiça afirmou que o Governo Federal não recebeu pedido de ajuda do governador do estado, Cláudio Castro

Entenda o que levou à operação mais letal da história do RJ, que terminou com mais de 100 mortes

O Rio de Janeiro enfrentou momentos de tensão na última terça-feira (28) após uma operação policialcontra o Comando Vermelho (CV), decorrente de uma investigação que vinha sendo realizada há mais de um ano. As informações são do g1.

Durante as investigações que antecederam o confronto, foram identificados 94 bandidos do Comando Vermelho, acusados de assassinatos, tráfico de drogas, roubos de carros, entre outros. Segundo a polícia, eles estavam escondidos nos complexos do Alemão e da Penha.

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Operação

A operação, que visou cumprir cerca de 100 mandados de prisão, mobilizou 2.500 agentes das forças de segurança do Rio. Os traficantes receberam as equipes com tiros, cerca de 200 disparos foram ouvidos no intervalo de 1 minuto.

As duas vias mais importantes do Rio ficam próximas das 27 favelas da Zona Norte, são elas: a Linha Vermelha, que dá acesso à Baixada Fluminense e ao Aeroporto Internacional do Galeão; e a Linha Amarela, que faz ligação entre a Barra da Tijuca e a Ilha do Governador.

Além disso, os bandidos escondidos no Alemão e na Penha conseguem fugir facilmente pelas matas, pois os complexos ficam em áreas montanhosas.

Mortos e feridos

Segundo o g1, até o momento, são confirmadas 128 mortes, sendo 4 de policiais. Além disso, outras 81 pessoas foram presas na operação mais letal da história do Rio de Janeiro. Outros dados mostram que:

  • 15 policiais ficaram feridos;
  • Outros 3 inocentes também sofreram ferimentos, sendo eles um homem em situação de rua, atingido por uma bala perdida nas costas; uma mulher que estava na academia durante o confronto; e outro homem que estava em um ferro-velho.

Recompensa Disque-Denúncia

O Disque-Denúncia, que oferecia R$ 1 mil para quem passasse informações sobre o chefe da facção, Edgar Alves de Andrade, conhecido como Doca ou Urso, aumentou a recompensa nesta terça-feira para R$ 100 mil.

Edgar tem 26 mandados de prisão em aberto, além de 269 anotações criminais — ele está solto.

Entre os locais em que Urso comandou a expansão do Comando Vermelho, nos últimos quatro anos, está a “Grande Jacarepaguá”, composta por 16 bairros na Zona Sudoeste e foram dominados por quadrilhas ao longo de três anos – período em que foram registrados cerca de 833 assassinatos, segundo dados do Instituto de Segurança Pública do Rio.

Os moradores também sofrem castigos impostos pela quadrilha, um exemplo foi uma mulher que foi colocada em uma banheira de gelo durante horas, após brigar em um baile funk.

Os dados da operação

Ao longo da operação, foram apreendidos por policiais, 93 fuzis, 2 pistolas e 9 motos.

Segundo Victor Santos, secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro, a operação foi planejada e não obteve apoio do governo federal. “Toda essa logística é do próprio estado. São aproximadamente 9 milhões de metros quadrados de desordem no Rio de Janeiro.”

Ele ainda lamentou as pessoas inocentes feridas, lembrando que as áreas afetadas pela operação abrigam cerca de 280 mil pessoas: “Essa é a realidade. Lamentamos profundamente as pessoas feridas, mas essa é uma ação necessária, planejada, com inteligência, e que vai continuar.”

Por outro lado, segundo a Agência Brasil, Ricardo Lewandowski, ministro da Justiça e da Segurança Pública, afirmou que não negou apoio, já que o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, não solicitou pedido de ajuda. “Não recebi nenhum pedido do governador do Rio de Janeiro, enquanto ministro da Justiça e Segurança Pública, para esta operação. Nem ontem, nem hoje, absolutamente nada.”