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Política

Câmara aprova gratuidade de até 23kg de bagagem em voos

Texto foi aprovado de forma simbólica, ou seja, sem contagem efetiva dos votos, e segue para votação no Senado

Conflito no Oriente Médio cancela voos em massa: quais os seus direitos como passageiro?

A Câmara dos Deputados aprovou na última terça-feira (28) o Projeto de Lei 5041/25, que garante o transporte gratuito de até 23 kg de bagagem em voos nacionais e internacionais. O texto determina também a gratuidade de bagagem de mão de até 12 kg e um item pessoal de “pequeno porte”, como bolsas e mochilas em voos domésticos, para voos domésticos, segundo informações da Agência Câmara de Notícias.

A proposta garante que companhias aéreas não cobrem tarifas adicionais por malas de mão que respeitem o peso e dimensões compatíveis ao compartimento superior da cabine:

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“Diante de manifestações recentes de empresas aéreas sobre eventual cobrança por esse tipo de bagagem – as bagagens de mão -, impõe-se a necessidade de elevar essa proteção ao nível legal, a fim de conferir segurança jurídica e impedir práticas abusivas”, destacou o deputado Neto Carletto, relator do projeto.

O que vale hoje

Atualmente, companhias aéreas brasileiras não cobram por malas de mão em voos domésticos. No entanto, segundo o UOL Notícias, empresas como GOL e Latam oferecem tarifas em rotas internacionais que permitem apenas uma mochila de até 10 kg, sem direito a mala de cabine.

O que mais muda com o PL 5041/25

Além da gratuidade das bagagens, o projeto aprovado pelos deputados inclui outras regras de proteção ao consumidor em voos nacionais e internacionais. Veja os principais pontos:

  • Gratuidade das bagagens
    • Bagagem despachada: até 23 kg gratuitas em voos nacionais e internacionais.
    • Bagagem de mão: até 12 kg e um item pessoal pequeno (bolsa ou mochila).
    • Se a bagagem de mão não couber no bagageiro, deve ser despachada sem custo.
  • Cancelamento do trecho de volta (“no show”)
    • Proibição de cancelamento do trecho de volta se o passageiro não comparecer ao embarque da ida, sem autorização expressa do cliente.
    • A deputada Fernanda Melchionna (Psol-RS) classificou a prática anterior como “capitalismo selvagem”, em que a empresa nunca perde e o consumidor é sempre penalizado.
  • Marcação de assento
    • Proíbe a cobrança adicional pela marcação de assento padrão em voos nacionais e internacionais operados em território brasileiro.
    • A marcação gratuita poderá ser feita no check-in ou antecipadamente.
  • Passageiros com assistência especial
    • Companhias devem respeitar dignidade e autonomia do passageiro conforme normas da Anac.
    • Devem oferecer até dois assentos adicionais gratuitos, se indispensáveis à acomodação ou transporte de equipamentos médicos.
  • Indisciplina a bordo
    • Passageiros que cometerem atos gravíssimos de indisciplina poderão ficar 12 meses sem ser transportados pela companhia.
    • Companhias deverão compartilhar dados de identificação desses passageiros entre si.

Debate em plenário

Durante o debate, o líder da maioria, Arlindo Chinaglia (PT-SP), afirmou que as companhias aéreas não cumpriram a promessa de reduzir o valor das passagens após cobrarem pelo despacho de bagagens.

“Essa história de que a crise das companhias é permanente não é necessariamente verdade”, disse o deputado.

Deputados do Novo foram contrários à proposta. Para o líder da bancada, Marcel van Hattem (Novo-RS), a medida limita opções de tarifas e pode aumentar o preço médio das passagens.

A deputada Adriana Ventura defendeu a redução dos tributos sobre o combustível de aviação como caminho para baixar os preços das passagens, também alegando que a medida deve levar a um encarecimento: “Esses projetos vendem um faz de conta populista. O que vai acontecer? Vai encarecer.”

Trâmite no Senado

Há outro projeto semelhante em tramitação no Senado, conforme mostrado pelo O Brasilianista. A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou em 22 de outubro de 2025 o Projeto de Lei 120/2020, que garante o transporte gratuito de até 10 kg de bagagem de mão em voos nacionais e internacionais.

O texto, relatado pelo senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB), busca impedir cobranças variáveis das companhias aéreas e estabelecer uma regra definitiva sobre a franquia mínima gratuita.