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Geopolítica

Senado dos EUA revisa tarifas da era Trump ao Brasil; entenda

Uma votação no Congresso americano optou pela derrubada das tarifas, mas o projeto não deve seguir

Senado dos EUA revisa tarifas da era Trump ao Brasil; entenda

O Senado dos Estados Unidos aprovou na noite da última terça-feira (28) a proposta de derrubar as tarifas adicionais de 40% sobre produtos brasileiros, que incidem nas importações desde agosto.

De acordo com o Uol, foram 52 votos contra 48, marcando uma derrota para o presidente Donald Trump, visto que o Senado é de maioria republicana. Alguns republicanos, inclusive, votaram contra as tarifas.

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Vale lembrar que, desde abril, os EUA já haviam aplicado “taxas recíprocas” de 10% sobre as importações. Atualmente, os produtos brasileiros são tributados em 50%, o que diminui o número de exportações por aqui e pesa no bolso dos consumidores americanos.

Ainda que a medida tenha sido votada no Senado, o texto não deve passar pela Câmara dos EUA, o que vai impedir que as tarifas sejam definitivamente derrubadas. Isso porque a liderança republicana da Casa mudou, ainda em abril, o regimento para bloquear qualquer resolução que queira votar contra as tarifas de Trump. Dessa forma, as propostas não chegam a passar pelo Congresso.

O senador republicano Rand Paul afirmou recentemente, de acordo com o Uol, que pelo menos dez estados de fazendeiros vem sendo duramente afetados pela política tarifária de Trump. Por aqui, como mostrado pelo O Brasilianista, o estado de Minas Gerais e o sul do país concentram os maiores prejuízos com tarifaço americano.

Segundo uma pesquisa da Fundação Getúlio Vargas (FGV), o Minas Gerias apresentou prejuízo de US$ 236 milhões (R$ 1,2 bilhão) em setembro, o que representa uma baixa de mais da metade das exportações mineiras para os EUA do período.

Negociações com o Brasil

Ao mesmo tempo, as delegações dos EUA e Brasil tentam negociar sobre o tarifaço desde a conversa telefônica entre o presidente Lula e Trump.

Antes da primeira reunião depois do encontro dos líderes na Malásia, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, havia dito que seria estabelecido um cronograma de negociação e que iriam determinar os setores sobre os quais devem conversar para poder avançar.

Entretanto, vale destacar que não há previsão se as taxas serão suspensas ou quando. O chanceler disse que Lula está disposto a conversar sobre “todos os setores e áreas de comércio bilateral, e também sobre a questão de minerais críticos e terras raras”.