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Geopolítica

O que esperar do encontro de Lula e Trump?

A reunião pode marcar nova fase nas relações comerciais e políticas entre os dois países

O que esperar do encontro de Lula e Trump?

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) embarcou nesta sexta-feira (24) para Kuala Lumpur, na Malásia, onde participará da Cúpula da Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN). Durante o evento, há expectativa de um encontro com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no próximo domingo (26).

A viagem faz parte da segunda etapa do roteiro presidencial pela Ásia, iniciado pela Indonésia. Segundo o G1, tanto o Governo Brasileiro quanto o norte-americano demonstraram interesse na reunião, que deve ocorrer caso as agendas permitam.

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Discussões e possíveis pautas

De acordo com a organização do encontro, a cúpula reúne líderes de dez países do Sudeste Asiático, incluindo Indonésia, Filipinas, Tailândia, Vietnã e Singapura. O objetivo é debater crescimento econômico, cooperação regional e estabilidade política.

Antes de seguir para a Malásia, Lula participou de compromissos na Indonésia, onde defendeu o uso de moedas locais no comércio internacional e criticou práticas protecionistas. Trump deve aproveitar a ocasião para pedir que o presidente brasileiro abandone a proposta de substituir o dólar em transações entre países do Brics.

Caso o encontro se confirme, será o primeiro compromisso formal entre os dois líderes desde a crise gerada pela taxação de 50% imposta pelos Estados Unidos a produtos brasileiros.

Sinais de aproximação entre os Governos

Os dois presidentes vêm demonstrando maior disposição ao diálogo desde setembro. Eles tiveram um rápido contato durante a Assembleia Geral da ONU e, posteriormente, conversaram por telefone em ligação mediada pelas diplomacias dos dois países.

Além disso, o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, se reuniu recentemente com o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, em outro gesto de reaproximação.

O que Lula pretende discutir com Trump?

Durante a possível conversa, Lula deve reforçar a importância de suspender as tarifas sobre produtos brasileiros e buscar um novo entendimento econômico. A avaliação dentro do Palácio do Planalto é de que um diálogo direto pode fortalecer as relações bilaterais e abrir espaço para futuros acordos comerciais.

Também há expectativa de que o encontro aborde temas políticos. Em meio às tensões entre os Estados Unidos e a Venezuela, Lula deve reiterar sua defesa por uma América do Sul pacífica e livre de intervenções militares.

Compromissos anteriores na Indonésia

Ainda antes da ida à Malásia, o presidente brasileiro se encontrou com o secretário-geral da ASEAN, Kao Kim Hourn, em Jacarta. Lula também participou de atividades oficiais da cúpula e visitou a galeria da organização.

Na quinta-feira (23), foi recebido pelo presidente indonésio, Prabowo Subianto, no Palácio Merdeka. Durante o encontro, ambos assinaram acordos de cooperação e estabeleceram uma parceria estratégica entre os dois países.

Na ocasião, Lula confirmou que pretende disputar um novo mandato nas eleições de 2026 e voltou a defender o multilateralismo nas relações internacionais.