Os impactos do mercado ilegal de produtos no Rio Grande do Sul e em todo o Brasil foram o tema central do Tá na Mesa da Federação de Entidades Empresariais do Rio Grande do Sul (Federasul), realizado nesta quarta-feira (22).
A discussão, de título: “O prejuízo invisível: os impactos do descaminho e da falsificação na economia e na sociedade”, reuniu representantes de setores afetados pela informalidade e pelo contrabando, que destacaram as consequências econômicas e sociais da prática.
Mercado ilegal de cigarros
O head de Relações Institucionais da B.A.T Brasil (antiga Souza Cruz), Fabiano Machado, revelou que a venda ilegal de cigarros representa 32% do total comercializado no país, o que equivale a 40 bilhões de unidades e uma perda anual de R$ 40 bilhões em arrecadação de impostos.
Ele aponta que, nos últimos dez anos, o mercado ilegal de cigarros já provocou uma evasão fiscal de R$ 100 bilhões. As informações foram reveladas em um comunicado à imprensa.
Machado também destacou que 96% dos cigarros produzidos no Paraguai têm como destino o contrabando. No Rio Grande do Sul, 24% do consumo ilegal vem do Paraguai, enquanto 8% são fabricados por empresas brasileiras.
Combustíveis e lubrificantes também geram perdas
O presidente da Sulpetro, João Carlos Dal’Aqua, chamou atenção para o impacto da irregularidade no setor de combustíveis e lubrificantes, destacando o trabalho do Instituto Combustível Legal (ICL) no combate às fraudes.
Segundo ele, as perdas tributárias do setor chegam a R$ 14 bilhões, resultado de práticas como inadimplência intencional, emissão de notas falsas, empresas de fachada e fraudes em importações.
“Atuamos na prevenção, fiscalização e conscientização do segmento”, explicou ao referir os postos clone e postos piratas.
Dal’Aqua explica que são postos que não pertencem a uma marca/bandeira em específico e se apropriam de má-fé de seus elementos visuais a fim de enganar o consumidor.
“Em alguns casos, postos clones também apresentam problemas de não conformidade em quantidade e/ou qualidade do produto entregue. Estamos unidos no combate ao mercado irregular”, afirmou.

