Aconteceu na última terça-feira (21), a última sessão do julgamento dos sete réus do núcleo 4, investigados pela trama golpista, terminou em condenação dos envolvidos, determinada pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF). As informações são da Agência Brasil.
A denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) teve concordância da maioria dos ministros, fazendo com que a condenação se desse por 4 votos a 1. O STF compreendeu que, em 2022, houve disseminação de desinformação sobre o processo eleitoral, a fim de promover ataques virtuais contra instituições e autoridades.
Os sete réus condenados são: o major da reserva do Exército, Ailton Gonçalves Moraes Barros; major da reserva do Exército, Ângelo Martins Denicoli; subtenente do Exército, Giancarlo Gomes Rodrigues; tenente-coronel do Exército, Guilherme Marques de Almeida; coronel do Exército, Reginaldo Vieira de Abreu; o policial federal, Marcelo Araújo Bormevet; e o presidente do Instituto Voto Legal, Carlos César Moretzsohn Rocha.
O que acontece agora?
Os réus foram condenados por crimes de: organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça e deterioração de patrimônio tombado.
Entretanto, mesmo com as penas já decididas, a defesa poderá recorrer, o que faz com que os condenados não sejam presos imediatamente.
Agora, o Supremo Tribunal Federal partirá para o julgamento dos réus do Núcleo 3, que está marcado para o dia 11 de novembro.
Composto por militares de alta patente e um agenda da Policia Federal (PF), o núcleo 4 está investigando nove réus, são eles: os coronéis do Exército, Bernardo Romão Correa Netto, Fabrício Moreira de Bastos e Márcio Nunes de Resende Jr; os tenentes-coronéis, Hélio Ferreira Lima, Rafael Martins de Oliveira, Rodrigo Bezerra de Azevedo, Ronald Ferreira de Araújo Jr. e Sérgio Ricardo Cavaliere de Medeiros; o agente da Policia Federal, Wladimir Matos Soares; e o general da reserva, Estevam Cals Theophilo Gaspar de Oliveira.
Os réus estão sendo investigados por tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito; tentativa de golpe de Estado; organização criminosa armada; dano qualificado por violência; grave ameaça contra o patrimônio da União; e deterioração de bem tombado.
Em seguida, a partir do dia 9 de dezembro, o STF começa a julgar o núcleo 2.
O núcleo 2 é formado por seis réus, que estão sendo investigados por, em 2022, organizarem ações para sustentar a tentativa de permanência ilegítima de Bolsonaro no poder, são eles: Filipe Martins (ex-assessor de assuntos internacionais de Bolsonaro); Marcelo Câmara (ex-assessor de Bolsonaro); Silvinei Vasques (ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal); Mário Fernandes (general do Exército); Marília de Alencar (ex-subsecretária de Segurança do Distrito Federal); e Fernando de Sousa Oliveira (ex-secretário adjunto da Secretaria de Segurança do Distrito Federal).
Sem previsão de julgamento, o núcleo 5é composto por um único réu, Paulo Figueiredo, neto do ex-presidente João Figueiredo.

