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Geopolítica

Rodrigo Paz é eleito presidente da Bolívia; veja o que esperar do governo

Essa é a primeira vez que o país não escolhe um governo de esquerda em quase 20 anos

Rodrigo Paz é eleito presidente da Bolívia; veja o que esperar do governo

Rodrigo Paz, de 58 anos, foi eleito como presidente da Bolívia no último domingo (19), representando o Partido Democrata Cristão. Com uma proposta política de centro-direita, essa é a primeira vez que o país não escolhe um governo de esquerda em quase 20 anos.

Disputando o segundo turno — o que acontece primeira vez na história da Bolívia — com Jorge Tuto Quiroga, Paz se elegeu com 54,5% dos votos, com 91,2% dos votos apurados. As informações são do g1. Paz assumirá a presidência no dia 8 de novembro.

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Entre suas promessas de campanha, o presidente eleito afirmou que queria diminuir a polarização no país e conquistar os eleitores frustrados com a esquerda. Vale lembrar que, desde 2005, o governo boliviano é liderado pelo Movimento ao Socialismo (MAS).

Segundo a Veja, Paz conversou com jornalistas ao sair de uma seção eleitoral e afirmou que “este é um momento de mudança, de renovação, e acredito que neste ano bicentenário, o país está encerrando 200 anos de um ciclo e iniciando um novo. Se o povo da Bolívia me der a oportunidade de ser presidente, minha abordagem será chegar a um consenso, concordar, fazer as coisas avançarem”.

Quem é Rodrigo Paz e o que esperar do seu governo?

Rodrigo Paz é filho de um ex-presidente, Jaime Paz Zamora (1989-1993), que também foi um dos fundadores do Movimento da Esquerda Revolucionária (MIR).

Prestes a enfrentar uma das maiores crises econômicas da história da Bolívia, Paz prometeu durante sua campanha governar sob a ideia de um “capitalismo para todos”, que busca fortalecer a economia ao aumentar as reservas do Banco Central boliviano, diminuir a inflação e valorizar a moeda. As informações são da BBC.

Ele também afirma que pretende acabar com o que chama de “Estado tranca”, no qual um governo possui muita burocracia que obstrui o desenvolvimento econômico do Estado. Entre suas promessas de campanha eleitoral, propôs cortes de impostos e aumento do direito à crédito para a população, novo sistema de subsídio para combustíveis e descentralização orçamentária entre departamentos e províncias.

Além disso, ele mencionou que deve criar um “fundo de estabilização do dólar“, para controlar a desvalorização da moeda local. Até o momento de publicação desta matéria, um dólar equivale a 6,89 pesos bolivianos (R$ 5,40).

O fundo seria financiado pelo dinheiro que atualmente não é declarado pela população, referente ao emprego informal no país — o pequeno comércio, como vendedores ambulantes, pequenos empresários e transportadores.

Ainda de acordo com a BBC, mais de 80% dos bolivianos possuem empregos informais. Segundo Paz, os valores não declarados representam cerca de US$ 9,6 bilhões que não entram no sistema bancário boliviano.