A China passou a cobrar uma “taxa portuária especial” de navios ligados aos EUA, afetando diretamente as operações de cruzeiros americanos. O navio Riviera, da Oceania Cruises, cancelou sua parada em Xangai para evitar o pagamento de 11,67 milhões de yuans.
A taxa, de 400 yuans por tonelagem líquida — subindo gradualmente até 1.120 yuans em 2028 —, pode custar quase 190 milhões de yuans por viagem para embarcações de grande porte como o Spectrum of the Seas, da Royal Caribbean. A medida deve afastar empresas dos EUA do mercado chinês, abrindo espaço para operadoras domésticas como a Adora Cruises e grupos estatais.
Por que isso é importante
A nova taxa amplia a pressão sobre companhias americanas e pode acelerar a substituição das operadoras dos EUA por concorrentes chinesas, fortalecendo o setor marítimo nacional e a estratégia de “autonomia industrial” de Pequim.
O movimento também reflete a escalada das tensões econômicas entre China e EUA, com potencial impacto no turismo internacional e nas receitas portuárias de Xangai.

