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Política

Governo enfrenta críticas e possível convocação de CPI após anúncio de empréstimo dos Correios

A oposição critica a garantia da União em pagar pelos créditos que a estatal não conseguir arcar

Governo enfrenta críticas e possível convocação de CPI após anúncio de empréstimo dos Correios

Após o anúncio de que os Correios negociam um empréstimo bilionário a bancos estatais e privados, com garantia do Tesouro Nacional, a oposição ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Congresso Nacional criticou a medida e analisa alternativas ao projeto.

Emmanoel Rondon, presidente dos Correios, confirmou a negociação nesta quarta-feira (15). A negociação do empréstimo — estimado em R$ 20 bilhões — ocorre em meio a um rombo bilionário nas contas da estatal e possuem o objetivo de salvar as contas em 2025 e 2026.

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Segundo a CNN, a estatal tenta conseguir um empréstimo de R$ 10 bilhões para este ano e o mesmo valor para o próximo. No entanto, a oposição critica a garantia da União em pagar pelos créditos que a estatal não conseguir arcar.

Oposição pede esclarecimentos à Haddad e CPI

Em minoria na Câmara dos Deputados, a líder da oposição, Carol De Toni (PL-SC), afirmou que os parlamentares devem aumentar as fiscalizações para frear a negociação e não descartam pedir uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI).

Os opositores também convocaram Fernando Haddad, ministro da Fazenda, para prestar esclarecimentos ao Congresso. Vale lembra que esse requerimento precisa ser votado.

À CNN, o vice-líder da oposição na Câmara, deputado Sanderson (PL-RS), declarou que a medida não é aceitável sem um plano efetivo de reestruturação e eficiência, inconformado que a solução para a crise seja “simplesmente empurrar a dívida para o contribuinte”.

Já o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) criticou o empréstimo em suas redes sociais. “Depois de quebrar os Correios, de fazer desaparecer bilhões de reais sem qualquer explicação, o Lula quer que você arque com a fatura. Devia ser considerado crime esse abuso!”, escreveu.

O empréstimo do Correios pode acontecer?

Segundo Emmanoel Rondon, o empréstimo está em fase de negociação, o que impediria a empresa de apresentar os termos contratuais. No entanto, a liberação de crédito passaria por diversas etapas.

Em primeiro lugar, o conselho de administração dos Correios deve aprovar o crédito. O colegiado recebeu o plano ontem e deve analisá-lo até a próxima sexta-feira (24). Em seguida, os bancos estatais e privados devem aprovar a medida — que com garantia do Tesouro, pode ser aprovada com mais facilidade.

Vale lembrar que os Correios tiveram prejuízo de R$ 4,3 bilhões no primeiro semestre de 2025. De acordo com a CNN, esse valor representa mais do que o triplo do desempenho negativo registrado no mesmo período do ano passado, em R$ 1,3 bilhão.