Durante o evento preparatório para a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, a pré-COP30, que será realizada em Belém no próximo mês, o Brasil apresentou uma proposta de resposta global aos incêndios florestais e a outros desastres ambientais associados às mudanças climáticas.
A proposta foi divulgada nesta terça-feira (15) em Brasília e busca criar um código internacional de conduta para enfrentar os incêndios, que se tornaram mais frequentes e devastadores nos últimos anos. As informações são da Agência Brasil.
De acordo com o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), somente em 2024 o país registrou 35 milhões de hectares atingidos pelo fogo, incluindo 6 milhões de hectares na Amazônia, uma área maior que a da Bélgica.
O secretário extraordinário de Controle do Desmatamento, André Lima, afirmou que é preciso tratar o tema como uma prioridade global:
“Precisamos adotar um código de conduta forte e eficaz, que assegure que os incêndios florestais sejam tratados como prioridade global de clima.”
Iniciativa brasileira
O plano brasileiro propõe uma abordagem integrada que valorize o conhecimento dos povos indígenas e comunidades locais, com ações de prevenção, resposta e recuperação ambiental.
O presidente da COP29, Mukhtar Babayev, apoiou a proposta e ressaltou a importância de sediar a COP30 na Amazônia, região símbolo da crise climática e das queimadas. “Sediar a COP30 na Amazônia oferece uma plataforma poderosa para avançar na resiliência a incêndios florestais”, afirmou.
A proposta brasileira será oficialmente apresentada durante a COP30, em Belém, e pretende engajar dezenas de países.

