Foi anunciado, nesta quarta-feira (15), uma negociação entre bancos e os Correios, a fim de realizar um empréstimo no valor de R$ 20 bilhões para enfrentar a escassez de recursos financeiros que vem afetando a empresa desde 2024. As informações são do g1.
O anúncio da iniciativa, que integrará a reorganização financeira da empresa, foi feito pelo presidente que está no cargo há menos de um mês, Emmanoel Schmidt Rondon.
Segundo ele, o contrato ainda está em fase de negociação. “A gente precisa recuperar a liquidez da empresa para que a gente possa, por exemplo, ter capacidade de pagar o Plano de Demissão Voluntária (PDV). Estamos fazendo uma operação com bancos para a realizar uma operação de tomada de recursos”, afirmou Schmidt Rondon.
Um prejuízo de R$ 4,3 bilhões no primeiro semestre de 2025 foi apresentado pela empresa em setembro. No ano passado, no mesmo período, o prejuízo havia chegado a R$ 1,3 bilhão.
Cerca de R$ 2,9 bilhões que estavam em caixa foram utilizados para aplicações financeiras, realizadas pelos Correios, em 2024.
De forma temporária, durante a gestão do ex-presidente Fabiano Souza, a empresa realizou um empréstimo de R$ 1,8 bilhão para reforçar o fluxo de caixa operacional, que estava abaixo das demandas necessárias.
O reflexo desta escassez, são os atrasos dos repasses e pagamentos aos envolvidos aos profissionais responsáveis pela geração de receita da empresa.
Schmidt Rondonexplica o que aconteceu.
“O que aconteceu de fato aqui, é que a nossa empresa não se adaptou de uma forma ágil a uma nova realidade e essa falta de adaptação fez com que a gente sofresse no resultado, com falta de caixa”, disse.
Demora na entrega das encomendas
O prazo para o envio e entrega de encomendas vem sendo afetado desde o começo de abril, quando transportadoras, que prestam serviços aos Correios, paralisaram seus trabalhos ou estão em ritmo mais lento.
O repasse da comissão das agências conveniadas, também atrasou no início do ano. A empresa afirma que está fazendo os pagamentos conforme “disponibilidade financeira”.
Diante disso, um plano de medidas foi criado, e se divide em três grupos: corte de despesas operacionais e administrativas; busca pela diversificação de receitas, com recuperação da capacidade de geração de caixa; recuperação da liquidez da empresa.
Com 12 trimestres seguidos de prejuízos, os Correios formalizaram, em julho, o adiamento no pagamento de diversas obrigações, que, juntas, somam R$ 2,75 bilhões. São elas: INSS Patronal, fornecedores, Postal Saúde, Remessa Conforme, Vale-alimentação e refeição, PIS/Cofins, Postalis e Franqueadas.

