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Política

Haddad anuncia novas medidas para fortalecer o financiamento climático antes da COP30

Propostas incluem criação de fundo florestal, integração de mercados de carbono e regras globais para investimentos sustentáveis

Haddad anuncia novas medidas para fortalecer o financiamento climático antes da COP30

Na última segunda-feira (13), o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, apresentou três propostas voltadas ao fortalecimento do financiamento climático internacional. As iniciativas fazem parte da chamada Agenda de Ação da COP30 e foram detalhadas durante a cerimônia de abertura da Pré-COP, evento preparatório realizado em Brasília. As informações são da CNN Brasil.

Entre as ações anunciadas estão o Fundo Florestas Tropicais para Sempre, que propõe um novo modelo de financiamento climático com foco em investimentos e não apenas em doações. Outra iniciativa é a Coalizão Aberta para Integração dos Mercados de Carbono, que busca harmonizar e tornar compatíveis os mercados regulados de carbono entre os países.

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A terceira proposta, chamada Supertaxonomia, tem como objetivo garantir a integridade e a comparabilidade entre as taxonomias nacionais, servindo como referência para orientar investimentos sustentáveis.

De acordo com Haddad, “essas iniciativas traduzem, de forma prática, o que o Círculo tem defendido: cooperação, inovação e escala para transformar ambição em resultados concretos”.

Relatório será apresentado a organismos internacionais

O ministro informou ainda que o relatório final do Círculo de Ministros de Finanças, grupo que reúne representantes de diferentes países para discutir políticas climáticas, será apresentado nesta semana durante os encontros anuais do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional (FMI), em Washington.

O mesmo documento será debatido em São Paulo no início de novembro e, posteriormente, entregue ao presidente da COP30, em Belém.

COP30 reforçará liderança do Brasil em temas climáticos

A COP30, que ocorrerá em Belém e marcará os dez anos do Acordo de Paris, deve reunir líderes mundiais, negociadores e representantes da sociedade civil de quase todos os países-membros da ONU.

O Governo pretende usar o evento para destacar avanços em áreas como bioeconomia, transição energética e preservação da Amazônia, reforçando a imagem do país como liderança na agenda climática global.

De acordo com o embaixador André Corrêa do Lago, presidente da conferência, o evento já conta com 162 delegações credenciadas.