Neste domingo (12), o Brasil celebra o “Dia das Crianças”, data criada oficialmente após a aprovação de um projeto no Congresso, com o objetivo de homenagear os pequenos de todo o país.
Em 12 de outubro de 1923, o Rio de Janeiro sediou o terceiro Congresso Sul-Americano da Criança, no ano seguinte, o deputado federal do Rio, Galdino do Valle Filho, apresentou uma proposta sobre o “Dia das Crianças”, que virou lei, segundo o decreto nº 4867.
Mas foi só por volta dos anos 1950, que a data passou a ser comemorada anualmente, e só aconteceu após uma fábrica divulgar uma campanha publicitária. As informações são da Rádio Senado.
Entretanto, conforme as informações do Senado Federal, a história não é tão simples como parece.
Em 2024, fez um século que o dia 12 de outubro é o “Dia das Crianças”. Isso só foi possível após o projeto ser aprovado pelo Senado Federal, a Câmara dos Deputados e assinado pelo presidente do Brasil, na época, Arthur Bernardes. Porém, de início, o nome era “Festa da Criança”.
O projeto foi aprovado na época em que não existiam direitos para a infância, crianças mais vulneráveis não frequentavam a escola pois eram obrigadas a trabalhar, e muitas vezes, acabavam na cadeia por cometeram algum crime ou vadiagem pela cidade. Com isso, o projeto surgiu com intuito de incentivar a sociedade e o governo a garantir educação, saúde e bem-estar para as crianças.
Cuidado com as crianças
A preocupação com as crianças brasileiras se intensificou a partir do século XX, segundo o pedagogo Moysés Kuhlmann Júnior, professor da Universidade de Brasília (UnB) e autor de livros sobre a história da infância e da educação no Brasil. As informações são dos arquivos do Senado Federal.
Por um lado, começaram a ser divulgados cuidados básicos, até então pouco conhecidos, que ajudaram a melhorar a vida das crianças. A pediatria, que estava surgindo, mostrou que a falta de higiene em casa e a má alimentação causavam muitas doenças e aumentavam a mortalidade infantil.
Ao mesmo tempo, a atenção voltada às crianças tinha outro propósito: afastar as famílias mais pobres da criminalidade e de possíveis revoltas sociais. Além de preparar futuros trabalhadores para a agricultura, que ainda era a base da economia, e para a indústria, que começava a crescer.

