Em aproximadamente um ano, em 4 de outubro de 2026, mais de 150 milhões de brasileiros voltarão às urnas eletrônicas para o 1º turno das eleições gerais, que elegem deputados federais, estaduais, senadores, governadores e presidente da República. Caso seja necessário, o 2º turno ocorrerá em 25 de outubro.
Com as eleições do próximo ano, vêm os 30 anos da urna eletrônica, símbolo de confiança, integridade e agilidade no processo eleitoral brasileiro, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Ela estreou em 1996 e modernizou a votação, reduzindo o tempo de apuração de dias para apenas algumas horas.
Apesar de campanhas de desinformação, não há registros de fraudes comprovadas no sistema eletrônico.
Segurança e confiabilidade
A urna eletrônica garante o sigilo do voto e eficiência na apuração. O TSE reforça a transparência do processo, oferecendo documentação, auditorias e campanhas educativas.
Há, no entanto, a preferência de alguns países por sistemas analógicos. Como explicou a CNN, os EUA votam, majoritariamente, com cédulas de papel.
Já no Brasil, com o sistema eletrônico, todos os votos são registrados digitalmente e enviados para totalização em tempo real, com protocolos que impedem fraudes ou manipulações, conforme informações oficiais.
Processo da urna nas eleições
O Tribunal Regional Eleitoral da Bahia explicou o processo da urna. Antes das eleições, cada urna recebe um sistema lacrado e assinado digitalmente pelo TSE. As urnas passam por testes públicos de segurança e cerimônias de verificação, com participação de partidos, Ministério Público e OAB.
Além disso, os votos são criptografados – uma das principais garantias de segurança. A criptografia é um processo que embaralha matematicamente as informações, tornando-as ilegíveis para qualquer pessoa não autorizada.
No caso das urnas eletrônicas, ela protege os votos desde o momento em que são digitados até a totalização oficial.
Após o fechamento das urnas, há a transmissão segura dos dados. Isso quer dizer que ao final da votação, a urna imprime o Boletim de Urna (BU), um documento com total de votos, entregue aos fiscais de partido e divulgado publicamente.
É nesse momento que os dados são criptografados novamente e assinados digitalmente para serem transmitidos aos centros de totalização do TSE.
Se alguém, por exemplo, tentar interceptar os arquivos, não conseguirá ler ou alterar o conteúdo, porque não possui a chamada chave de decodificação.

