A população indígena do Brasil é a pior remunerada do país — para trabalhadores sem ou com ensino superior completo — considerando os rendimentos médios de todos os trabalhos. É o que indicam os resultados preliminares do Censo 2022, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Segundo os dados, em 2022, os indígenas recebiam por mês, uma média de R$ 1.683. Brasileiros de cor ou raça parda e a população preta, também tinham os piores salários, com ganhos mensais de R$ 2.186 e R$ 2.061, respectivamente.
Por outro lado, os rendimentos mais elevados eram da população amarela (R$ 5.942) e branca (R$ 3.659), situadas bem acima da média nacional (R$ 2.851). As pessoas dessas duas categorias de raças ocupam os maiores salários mensais em qualquer nível de instrução.
Em relação aos ocupados com nível Superior completo, a disparidade aumenta: Amarelos recebem R$ 8.411 e Brancos ganham $ 6.547 em média, ao mesmo tempo que Pardos, Pretos e Indígenas recebem R$ 4.559, R$ 4.175 e R$ 3.799, respectivamente.
Ao mesmo tempo, o Censo mostra que a concentração da renda por regiões também é uma questão de destaque. O rendimento nominal médio mensal de todos os trabalhos das pessoas ocupadas estava abaixo de um salário mínimo (R$1.212) em 520 dos 5.571 municípios do Brasil, ou seja, 9,3% do total. Já outros 19 municípios mostravam salários médios maiores a R$ 4.848, ou mais de quatro salários mínimos.
Nordeste e Norte com menores salários
Os dez municípios com os menores rendimentos médios estavam no Nordeste, enquanto os dez com os maiores salários mensais estavam no Sul e Sudeste, trazendo destaque para Nova Lima/MG (R$ 6.929), São Caetano do Sul/SP (6.167) e Santana de Parnaíba/SP (R$ 6.081).
Veja as cidades com os piores salários do Brasil em 2022, segundo o IBGE:
- Uiramutã (RR) – R$ 289
- Bagre (PA) – R$ 359
- Manari (PE) – R$ 359
- Belágua (MA) – R$ 388
- Cachoeira Grande (MA) – R$ 389
- São Paulo de Olivença (AM) – R$ 397
- Primeira Cruz (MA) – R$ 414
- Humberto de Campos (MA) – R$ 416
- Marajá do Sena (MA) – R$ 426
- Tonantins (AM) – R$ 432
Em relação ao rendimento mensal domiciliar per capita (por pessoa), cada brasileiro ganhava em média R$ 1.638. Porém as distribuições seguem o mesmo padrão: as unidades federativas com os maiores valores por pessoa foram Distrito Federal (R$ 2.999), Santa Catarina (R$ 2.220) e São Paulo (R$ 2.093). Enquanto isso, os menores valores estavam no Maranhão (R$ 900), Amazonas (R$ 980) e Pará (R$ 994).

