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Economia

Lula promete discutir nova taxação para fintechs após derrota da MP do IOF

Presidente afirma que pretende reunir equipe econômica para debater proposta de tributação sobre empresas financeiras digitais

Lula promete discutir nova taxação para fintechs após derrota da MP do IOF

Um dia depois da Medida Provisória (MP) que buscava alternativas ao aumento do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) perder validade, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que o Governo voltará a discutir formas de taxar fintechs.

Nesta quinta-feira (09), Lula disse ter conversado com os ministros da Fazenda, Fernando Haddad, e de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, após a Câmara dos Deputados retirar a proposta de pauta. A medida poderia gerar R$ 17 bilhões de receita para a União em 2026, segundo a CNN Brasil.

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“Eu liguei para o Haddad, para a Gleisi e falei: ‘Vamos relaxar, não vamos perder o nosso final de semana discutindo o que aconteceu no Congresso Nacional‘. Eu volto quarta-feira para Brasília [após viagem à Itália] e, aí sim, vou reunir o Governo para discutir como vamos propor que o sistema financeiro, sobretudo as fintechs — porque tem fintechs maiores que bancos —, paguem o devido imposto a esse país”, declarou o presidente.

Lula critica decisão da Câmara

O presidente também lamentou a decisão dos parlamentares de deixar a MP caducar. Ele afirmou estar “muito triste” com o resultado e argumentou que a medida não representava uma derrota do Governo, mas da população.

“Eu fico muito triste, porque ontem o Congresso Nacional poderia ter aprovado para que os ricos pagassem um pouco mais de imposto. É engraçado, porque o povo trabalhador paga 27,5% do seu salário, e os ricos não querem pagar 18%”, disse Lula. “Eles acham que votaram e derrotaram o Governo, mas derrotaram o povo brasileiro, a possibilidade de melhorar a qualidade de vida do povo brasileiro tirando mais dinheiro dos ricos e distribuindo para os pobres”, completou.

Impacto da MP seria bilionário

A proposta era considerada essencial pela equipe econômica. A medida alterava regras de tributação sobre investimentos, fintechs e compensações tributárias, podendo aumentar a arrecadação federal em até R$ 17 bilhões no ano eleitoral de 2026.

O relator, deputado Carlos Zarattini (PT-SP), chegou a flexibilizar o projeto original para atender demandas de setores como o agronegócio, mas o acordo acabou não avançando. O ministro Fernando Haddad também se envolveu diretamente nas negociações, participando de reuniões com Lula e líderes do Congresso.

Próximos passos do Governo

Lula seguiu para a Bahia, onde cumpre agenda em Camaçari e Maragogipe, antes de viajar para São Paulo no fim do dia. O presidente prometeu retomar o debate sobre a taxação de fintechs assim que retornar a Brasília.

Segundo ele, o objetivo é garantir que grandes empresas do setor financeiro digital contribuam de forma mais justa com os cofres públicos, em um esforço para equilibrar as contas do Governo sem penalizar os trabalhadores.