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Economia

Censo IBGE divulga transportes mais usados no dia a dia do brasileiro; saiba quais são

Levantamento mostra que a maioria dos brasileiros trabalha e estuda no mesmo município, mas destaca desigualdades regionais e raciais

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No Brasil, 88,4% da população empregada trabalha no próprio município onde vive. Desse total, 71,4% exercem suas funções fora de casa e 16,9% atuam em regime domiciliar. Apenas 10,7% precisam se deslocar para cidades vizinhas, e pouco mais de 32 mil pessoas cruzam fronteiras internacionais para trabalhar.

De acordo com o IBGE, os dados fazem parte do levantamento “Censo 2022: Deslocamentos para trabalho e para estudo – Resultados preliminares da amostra”, divulgado nesta quinta-feira (09). A pesquisa detalha como trabalhadores e estudantes se movimentam pelo país.

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Carro e ônibus lideram como principais meios de transporte

O carro é o transporte mais usado para o deslocamento até o trabalho, representando 32,3% das escolhas. Em seguida aparece o ônibus (21,4%), a locomoção a pé (17,8%) e a motocicleta (16,4%). Juntos, esses quatro meios correspondem a quase 88% dos trajetos feitos diariamente.

Outros modelos, como trem e metrô, têm pouca representatividade nacional: apenas 1,6% dos trabalhadores utilizam esses transportes. O índice é semelhante ao registrado por vans e peruas (1,4%).

Desigualdade racial e regional no deslocamento

O estudo mostra diferenças marcantes entre grupos raciais e regiões do país. Enquanto 42,9% da população branca vai de carro para o trabalho, 29,5% das pessoas pretas utilizam o ônibus como principal meio de transporte. Entre os pardos, há equilíbrio entre carro e ônibus, ambos acima de 20%.

No Norte e no Nordeste, a motocicleta tem grande presença, alcançando 28,5% e 26% dos deslocamentos, respectivamente. Já no Sul e no Centro-Oeste, o carro aparece como o transporte predominante.

Tempo de deslocamento preocupa grandes centros

A maior parte dos trabalhadores leva até 30 minutos para chegar ao emprego. Porém, 1,3 milhão de pessoas enfrentam mais de duas horas de viagem diariamente. Rio de Janeiro e São Paulo concentram os municípios com maiores índices de trajetos longos.

Segundo Raphael Rocha, analista da pesquisa, “a mobilidade intermunicipal varia de acordo com a rede urbana e a organização do território, sendo identificada com mais intensidade em áreas de concentrações urbanas e em municípios próximos a grandes centros”.

Estudantes também enfrentam deslocamentos

Entre os 53,6 milhões de estudantes brasileiros, 92,7% frequentam instituições no próprio município. Outros 3,8 milhões precisam viajar para estudar em cidades vizinhas e 75 mil buscam ensino fora do Brasil.

Os dados revelam que quanto maior o nível de ensino, maior a necessidade de deslocamento. Apenas 1,7% das crianças em creche estudam fora do município, enquanto no ensino superior o índice chega a 27,8%. Para pós-graduação, mestrado e doutorado, o percentual é ainda mais alto: 32,9%.