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Política

PP afasta ministro André Fufuca após ministro permanecer no governo Lula

Partido afirmou que o ministro do Esporte descumpriu orientação da sigla

Antes da exoneração do governo, partidos de centro tinham quase 380 cargos comissionados

O Progressistas (PP) decidiu afastar o ministro do Esporte, André Fufuca, de suas funções na legenda. A decisão foi anunciada nesta quarta-feira (08) pelo presidente nacional do partido, senador Ciro Nogueira, por meio de nota oficial.

Segundo o comunicado, a medida foi tomada após Fufuca, deputado federal licenciado, optar por continuar na equipe do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), contrariando a orientação do partido, que se posiciona na oposição ao governo.

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De acordo com Ciro Nogueira, “o Progressistas comunica que, diante da decisão de desobedecer a orientação da Executiva Nacional do partido e permanecer no Ministério do Esporte, o ministro André Fufuca fica, a partir de agora, afastado de todas as decisões partidárias, bem como da vice-presidência nacional do partido”. A informação foi publicada pela Veja.

Diretório do Maranhão também será alvo de intervenção

Além do afastamento das funções internas, o PP anunciou que intervirá no diretório estadual do Maranhão, até então sob o comando de Fufuca. A decisão retira o ministro do controle da sigla no estado.

Ainda segundo a nota de Nogueira, “a Direção Nacional do Progressistas realizará, ainda, intervenção no diretório do Maranhão, retirando o ministro do comando da legenda no estado. O partido reitera o posicionamento de que não faz e não fará parte do atual governo, com o qual não nutre qualquer identificação ideológica ou programática”.

Partido reforça oposição ao Governo Lula

A direção do PP vem mantendo uma linha de oposição ao governo Lula, apesar de parte do partido ainda ocupar cargos na Esplanada. A saída de Fufuca é vista como um movimento da cúpula nacional para reforçar o alinhamento interno e consolidar uma postura mais coesa contra o Planalto.

Líder do partido e aliado de Jair Bolsonaro, Ciro Nogueira já havia reiterado que a participação de filiados no Governo não significava adesão institucional à gestão petista.