A comitiva do presidente do Equador, Daniel Noboa, foi atacada na última terça-feira (07) no que a ministra de Energia do país, Inés María Manzano, classificou como uma tentativa de assassinato. O governo equatoriano confirmou o ataque.
Noboa foi reeleito nas eleições deste ano, com cerca de 56% dos votos, e deve seguir na presidência até 2029. Nascido nos Estados Unidos, ele foi o presidente eleito mais jovem a assumir o cargo, em 2023, quando tinha 35 anos. As informações são do g1.
O pai de Daniel, Álvaro Noboa, se candidatou à presidência cinco vezes, mas nunca teve a quantidade de votos suficientes para assumir a liderança do país. Ainda segundo o g1, a família Noboa é dona de uma das principais exportadoras de bananas do Equador.
O atual presidente também já atuou como deputado e presidente da Comissão de Desenvolvimento Econômico, trabalhando em projetos de lei de economia, investimentos e setor tributário. Ele se identifica como um político com ideais de centro-esquerda, no entanto, venceu as eleições com o apoio de parte da direita e possui política econômica neoliberal.
Além disso, é casado e tem dois filhos com Lavinia Valbonesi, uma influenciadora de 26 anos. Possui ainda uma filha com sua ex-esposa, Gabriela Goldbaum, que o denunciou por machismo e violência vicária, impedindo a comunicação entre a mãe e filha de cinco anos, entre outros abusos.
Sua antiga vice-presidente, Verónica Abad, eleita na chapa vencedora em 2023, também o denuncia por violência de gênero, alegando sofrer tentativas de afastamento do cargo.
Como foi o atentado?
De acordo com a ministra de Energia, um grupo de 500 pessoas cercou a comitiva e atirou pedras. Posteriormente, ela afirma que foram encontradas “marcas de bala”. As informações são da CNN.
Noboa não ficou ferido, mas Manzano confirmou que pelo menos cinco pessoas foram detidas na ocasião, que serão processadas por terrorismo e tentativa de homicídio.
O presidente estava a caminho da província de Cañar, onde anunciaria a construção de uma estação de tratamento de US$ 4,5 milhões (R$ 24 milhões). O governo do Equador afirma que o empreendimento beneficiará 26 mil moradores. A agenda seguiu normalmente após o ataque.
No perfil oficial da Presidência no X, o governo afirmou: “Seguindo ordens de radicalização, eles atacaram uma comitiva presidencial que transportava civis. Tentaram impedir à força a execução de um projeto que visava melhorar a vida de uma comunidade”.
A pesar del ataque de un grupo a la caravana presidencial en Cañar, que se dirigía a anunciar la construcción de la planta de tratamiento en la provincia por USD 4.5 millones que beneficiará a 26.000 habitantes, a entregar el sistema de alcantarillado de Sigsihuayco de USD… pic.twitter.com/VJQIymtjwf
— Presidencia Ecuador 🇪🇨 (@Presidencia_Ec) October 7, 2025
Segundo a CNN, o caso acontece em meio a uma greve geral com duração de 17 dias, com protestos bloqueando as ruas. As manifestações são motivadas pelo fim do subsídio ao combustível no Equador.

